31/12/2007

Aos que me visitam, aos que me visitaram, aos que estão, aos que ficam, aos que passam, aos que lêem, aos que comentam, aos que ignoram, aos que se esqueceram, aos que nunca se lembram, aos que nunca aparecem, aos que prometem, aos que hão-de vir, aos que se vão, aos que não têm tempo e também aos etc., desejo estas coisas:
CONFORTO
OPORTUNIDADES
INSPIRAÇÃO
SORTE
AMBIÇÃO
SATISFAÇÃO

27/12/2007

Céu cinzento

Roubaram as cores do céu
acorrentaram o Sol
Sombra do gigante de breu
escuro lençol

Quem tomava conta do tempo
esqueceu a tempestade
As estrelas foram no vento
não há luz na cidade

Pede-se a quem encontrar a Lua
que a devolva, intacta, ao Mundo
Precisamos duma enorme grua
que nos tire deste vale profundo
_______________
Pedro Arunca
2007/12/27

10/12/2007

Viver no mar


Grito na explosão das ondas
sem que me ouçam
Dissolvo-me na branca espuma
sem que me vejam
Misturo-me com a areia
Sem que me sintam
Parto na ida da maré
Sem que me lembrem
_______
Pedro Arunca
2007/12/10

24/11/2007

Partir

Parar para pensar
Apetece-me partir
Levar a saudade comigo
Da paixão, do irmão e do amigo
Terra solta sem raízes
Onde se funde o cimento
A luz esconde os rostos
Ofusca o pensamento
Ocultos edifícios
Infinitas paredes
Sombra isolada
Dos amigos fiéis
Os outros, ausentes
Injusta presença
Gestão danosa
Da agenda de afectos
Seres obtusos
Ignorar regras e sinais
Limites confusos
Caminhos demorados
Acordar na noite
Bendita escuridão
Sábio silêncio
Nada nos impede
O beijo impetuoso
Quem nos domina
Merece-nos
Assim me julgo
Aqui me acuso

________
Pedro Arunca
2007-11-24

22/11/2007

Semear palavras

Semear palavras nos mapas que nos rodeia
Lançar folhetos coloridos, aos quatro ventos
Gravar nas pedras e delas fazer monumentos
Colorir os néons com luzes que encandeiam
Nos placard's, a letra de todas as canções
Usar os discursos e tomar todos os momentos
Novas equações para calcular os sentimentos
Inspirar a essência e sentir os pulmões
Escrever todos os significados latentes
No dicionário dos gestos não decifrados
Poder lavrar, de olhos fechados
Cravar, bem fundo, novas sementes
___________
Pedro Arunca
2007/11/22

15/11/2007

Desafio


Mais 2 convites ( Cantares de Amigo e ZuluDasMeiasAltas) para o mesmo desafio. Não tive coragem de recusar e cá vai o meu contributo:

"No nosso século mecanicista e científico, criámos o hábito de avaliar todas as coisas segundo os grandes princípios adoptados pela ciência e, em particular, conforme a nossa crença no determinismo."

A propósito da mudança de carácter como meio de vencer na vida, do livro "Guia de formação pessoal" (Maurício Tièche/Publicadora Atlântico) que eu li há cerca de 25 anos e que peguei para dar uma olhadela.

Passo o desafio a:

Campoemflor
Life´s Feelings
Páginas
Aspirina
A Boca do Charroco.

Regras:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs;
7ª) Divulgar o nome do livro e do autor e editora.

Nota: Compreendo e aceito que não acatem este desafio, no entanto entendo que esta é uma boa oportunidade para nos darmos a conhecer não só pelos nossos livros, mas também será uma forma de divulgarmos os nossos blogues.

14/11/2007

Cartas viciadas

Não entendo o mundo. Estaremos todos cegos?
Sou mero vagabundo, no meio de ilustres pategos.
Ninguém sabe, sequer questiona, para onde vamos.
A verdade está à tona do mar onde nos afogamos.
Recusamos as cores do quadro original.
Discutimos as dores e valorizamos o artificial.
Pisamos o jardim e culpamos o vizinho.
Quem se lembra de mim, quando suja o caminho?
Discursos vazios em papel de seda.
Secamos os rios e queixamo-nos da merda.
Adoramos e aplaudimos a hipocrisia.
Repudiamos e sacudimos a ousadia.
Quem foi o último a dar? O triunfo são espadas!
Também quero jogar, sem cartas marcadas.

11/11/2007

S. Martinho

Dia de S. Martinho,
manda a tradição,
prova-se o vinho
abre-se o garrafão.
Castanhas assadas
- depende do gosto -
cozidas ou piladas.
As uvas no mosto.
Água-pé e jeropiga
animam o magusto.
O povo sempre liga
a vida a um custo
e sabe que merece
suas compensações.
Num copo esquece
Momentos e desilusões
____________
Pedro Arunca
2007/11/11

06/11/2007

Vamos andando


Já muito nos faz pensar:
imagens, músicas e textos.
Nada nos leva a mudar,
sobram razões e pretextos.
Apenas fingimos sofrer,
porque a dor é alheia.
Não basta olhar e dizer:
-Eu tive uma ideia!
Pouco sei de Economia,
mas faço de conta
que o futuro é mais um dia
e o passado o desconta.
No “deve e haver”
constam os nossos nomes.
Calar, não é viver.
Diminui os homens.
Falamos e rimos,
de tudo e de nada
O importante é irmos
com a vida hipotecada.
___________
Pedro Arunca

2007/11/06

31/10/2007

O verso e o reverso

No passeio das horas
contei as pedras do tempo.
Hoje sei onde moras.
Vim no rasto do vento.
Nos jardins dos dias
gozei as pétalas oferecidas.
Não disseste onde ias,
deixaste promessas esquecidas.
No livro dos anos,
deixei páginas rasgadas,
não há índice de danos,
apenas folhas douradas.
Na berma do futuro
larguei as minhas mágoas.
Entre nós há um muro
que desvia as nossas águas.
No caminho de regresso
assinalei minha presença.
Vais descobrir o reverso
do sinal de pertença.
_____________
Pedro Arunca
2007/11/01

27/10/2007

Poema anorético

Era um poema tão hermético
que nem a alma se lhe via.
Com um título atlético
que, ainda mais, o reduzia.
De corpo tão esquelético,
não conseguia respirar.
As voltas foram tantas,
ficou zonzo a cambalear.
Nem o calor das mantas
o tirava do torpor.
Sem ponta por onde pegar.
Fiquei de mau humor.
Não o pude amparar.
Havia uma palavra ou outra
sujeita a tal compressão,
como a frase era rota,
não fazia oração.

As rimas andavam soltas
como as folhas do Outono.
Os versos davam voltas,
pareciam cão sem dono.
Osso duro de roer.
Não o lia de nenhum jeito.
Quem o haveria de ler?
Achá-lo-ia imperfeito.
As palavras estão caras,
mas não sou de poupar,

penduro-as nas varas
para o vento as levar…

___________
Pedro Arunca
2007-10-27

Deixa o teu coração florir

Pisaram os canteiros do teu jardim
Tanto trabalho deitado por terra
Que mal fizeram as flores?
Há quem declare guerras
Mas não ganhe nos amores

Sei que choras as rosas vermelhas
Tratadas com mil carinhos
Teu coração magoado
Também guarda espinhos
Ele merece de mais cuidado

Retira as pedras e as ervas daninhas
Revolve a terra com paixão
Choveu? O sol há-de vir
Solta e abre o teu coração

Deixa-o florir
_________

Pedro Arunca
2007/10/27

26/10/2007

Viajo com a minha guitarra

Viajo com a minha guitarra
Conto minha história numa canção
Vejo poesia na rua, no mar e na lua
A tudo a minha alma se agarra
Cresce uma hera no meu coração

Beijo o mundo com minhas mãos
Canto as palavras que te fazem feliz
Para me sentires basta me ouvires
Meus amigos são como irmãos
Faço desta terra o meu novo país

Sou um solitário viajante
Carrego comigo pouca bagagem

Em cada terra vi sua guerra
Esperas de mim um eterno amante
Sou real, não uma miragem

Sinto no peito uma dor
Sonho com um novo despertar
Sou homem novo que ama seu povo

De tanto amar, conheço o amor
Dá-me uma chave para eu ficar


(Poema dedicado ao meu amigo Helder.
Parabéns amigo! Para quando uma música com poema meu?
__________
Pedro Arunca
2007-10-26

24/10/2007

Palavras desertas

Caminhar, sob sol ardente, na direcção do oásis.
Miragem?
Sombras, no horizonte, decalcadas nas dunas.
Tu?
Núvens que se agigantam pairam sobre mim.
Chuva?
Ventos rodopiantes moldam-me o corpo.
Tu?
Surge uma caravana. Peço água.
Tu!
Esqueço a sede. Bebo da tua boca.
Beijos!
Doces tâmaras saciam minha fome.
Teus seios!
Envolvente brisa. Refrescante elixir.
Teu corpo!

Estas palavras foram dedicadas a Alif e à sua amada Odasélia.
Alif era um beduíno que se perdeu, por amor, numa tenda onde conheceu Odasélia. Ela tinha: nos olhos, as estrelas da noite; na voz, o silvo do vento; no corpo, um oásis. Amaram-se, em todas as dunas, durante muitas luas. Um dia choveu tanto que se apagaram as pégadas de Alif. Os trilhos e as dunas ficaram irreconhecíveis. Ele perdeu-se num deserto de muros de cimento. Ela, depois, perdeu-se em muitos braços.
___________
Pedro Arunca

1992

21/10/2007

Caixas de histórias

Numa caixa de sapatos
guardo pedaços da vida:
cartas, postais e retratos.
Minha estrada percorrida.
Noutra caixa de cartão
escondo alguns poemas,
sairam da minha mão
e abordam vários temas.
Nas caixas pequeninas
juntei diversa tralha:
canetas grossas e finas
e mais o que lá calha.
Porta-chaves, calendários
e selos dos correios,
são os meus relicários.
Registos dos meus passeios.
Cada coisa tem uma história
com a sua referência.
Mais valor tem a memória
o tesouro da vivência.

19/10/2007

Na pesca


Pela Ponte, até à praia,
chego à ponta do esporão.
Muitas pedras, puxou o mar,
levam lapas e muito mexilhão
Ponho isco no anzol.
Lanço e espero pelo sinal.
Pica o peixe apressado,
puxa a bóia para baixo.
A ponteira fica dobrada,
pesco um sargo “palmeiro”.
Pois este já tem medida,
no balde preto é o primeiro.
Ponho mais chumbo no fio
para afundar depressa.
Prende a linha numa rocha.
Apanhei um ouriço!
Picam muito os seus espinhos,
pois já tive essa experiência.
Pego nele com cuidado,
quando crescer que apareça.
Na pesca não há profissões,
apenas “companheiros”.
Há sempre um cumprimento.
Cada um ocupa o seu espaço,
onde impera o respeito.
Preia-mar de calmaria.
Só um peixe eu apanhei.
Sopra o vento, do Espichel.
Passo a tarde para uma foto.
Põe-se o sol na Caparica.
_______

Pedro Arunca
2007-10-19

15/10/2007

A minha avó tinha um gato

A minha avó tinha um gato
que brincava no meu sapato.
Não gostava de sobremesa
mas cheirava de certeza.
Sempre que eu chegava,
ele me cumprimentava.
Dormia no meu colo
e gostava de consolo.
De orelhas em alerta,
despertava pela certa,
se alguma coisa ouvia.
Lá ele me fugia.
“Bicho, bicho” - chamava eu –
Acho que nunca me respondeu.
Quando à noite se escapava
o galinheiro acordava.
Os cães presos, num alvoroço,
de vigia a um osso
não paravam de ladrar.
Só o gato podia caçar.
Teriam, eles, inveja
da vida de Sua Alteza?
Por vezes não aparecia,
nem de noite nem dia.
Tinha eu pouca idade,
fiz-lhe uma maldade:
Parecia uma bala!
Maldita bengala!
Nunca mais apareceu.
Foi a mim que mais doeu.
À minha avó, nunca contei.
Jamais o esquecerei.
__________
Pedro Arunca
2007-10-15

Se...

Se restar uma folha na árvore
Se a Lua vier esta noite
Se o trovão me acordar
Se o Sol voltar a nascer
Se os pássaros ainda cantarem
Se o meu corpo mexer
Se os meus olhos abrirem
Se as pernas me levarem
Se os caminhos estiverem livres
Se ainda te lembrares de mim
Se me olhares nos olhos
Se me deixares tocar-te
Se eu ficar contigo

Então, vou querer acordar para te ver sorrir e escreverei a Deus uma carta, com tinta do meu sangue, agradecendo-Lhe por me devolver o sonho e a paz.

12/10/2007

Palavras soltas

Há palavras que nos sujeitam ao verbo
e preenchem o silêncio do olhar

09/10/2007

Ainda há tempo para escrever um poema
ver as horas na sombra duma árvore
deixar o sol pousar na mão e os olhos seguirem as aves

06/10/2007

Outono

Abalaram as andorinhas
ficou o silêncio nos ninhos
Os tractores num vaivém
fazem novos caminhos
com destino aos lagares
Restam poucas vinhas
para ir rebuscar
as uvas de ninguém
As folhas esvoaçando
lembram aves feridas
os miúdos arrastando
fazem grandes corridas
até o fundo da ladeira
O monte de folhas secas
serve para brincadeira
A garotada se rebola
nas férias derradeiras
Já compraram a sacola
e largaram os calções
É em casa e na escola
que aprendem as lições
para enfrentarem o mundo
O rio corre ainda devagar
O tempo arrefece
As cabras com seus guizos
comem do pasto que as aquece
Os campos ficam lisos
Os fogos foram um inferno
Os pinheiros que sobraram
vão aquecer o inverno
dos filhos que os herdaram
________
Pedro Arunca
2007/10/06

04/10/2007

Bolo de aniversário

Não me lembro de ninguém que faça anos hoje mas, como há muito não ponho aqui receitas, cá vai uma doce:

Siga a receita como sendo um encontro (bolo) de amigos (ovos) de verdade (gema). Num local aprazível (forma), onde possam trocar umas ideias (claras), não esqueça que eles não são todos farinha (trigo) do mesmo saco: adicione, misture e bata nos temas (ingredientes) do agrado geral mas respeitando a opinião de cada um (dosagens). Adoce-lhes a boca (mel) e não poupe um elogio (manteiga) e uma oportuna piada (sal). Brinde (porto) à amizade e à saúde de todos e agradeça (seu papel).

O bolo…

Ingredientes:
6 claras
5 gemas
1 pitada de sal
2 colheres de mel
300 g de açúcar refinado
500 g de farinha de trigo
200 g de manteiga
0,6 dl de vinho do Porto
Papel vegetal



Mãos à obra
1 - Bata as claras, com pitada de sal, até apresentarem alguma consistência

2 - Ponha as gemas numa taça funda de pirex, mexa-as, misture-as com o açúcar e junte as claras já batidas. Sobre uma panela ou taxo com água quente, junte 2 colheres de mel e vinho do Porto, bata tudo de modo a engrossar. Deixe de fora a arrefecer (4 a 6 minutos).

3 - Junte aos poucos a farinha, misturando com o Salazar de modo zig-zag e sem levantar (para manter o ar).
4 - Numa forma preparada (untada com manteiga, polvilhada com farinha e forrada com papel vegetal), despeje a massa devagar com auxílio da espátula.
5 - Leve ao forno a 170º de 25 a 30 minutos.
Desenforme.
6 - Sugestões para recheio e cobertura:
Mousse chocolate, chantily, Baba de camelo *

Recheio: corte o bolo ao meio, na horizontal, aplique sobre a metade inferior uma camada generosa e reponha a outra metade.
Cobertura: pode optar pelas sobremesas* à venda no comércio e decorar com bombons, pintarolas, smarties, M&M’s ou gomas sugestivas.

Versão+Rápida+Económica=Original
Comprar Pão-de- + sobremesas e aplique-se no passo 6.
Parabéns a você…

01/10/2007

Dia Mundial da Música

A música preenche-me o intervalo das palavras e o silêncio do olhar. Sem ela não imagino o mundo que me rodeia.
Recordo os filmes mudos que ganhavam dimensão por via da música. As cenas de suspense, emoção e drama nos ritmos, andante, moderato, allegro ou fortissimo mexiam comigo.

http://br.youtube.com/watch?v=U4-eXq4I37k

28/09/2007

Sem poema



Vou fazer deste espaço um lugar para os meus "sem poema". O Verão já lá vai, o tempo arrefece, e os versos se não forem usados também definham e morrem. Ficarei atento aos que mais resistirem e lhes darei abrigo num poema que os mereça.

Horas tardias
Uma janela com luz azulada
Alguém vencido pela madrugada
ligado na solidão
O sono franqueado
sonho agitado
trabalho forçado
horário trocado
companheiro fechado

27/09/2007

Amor em tempo de guerra (versão reduzida)

Teu busto fronteiriço
Meu corpo, trincheira
Trombeta estridente
Grito alvorado
Rio mortiço
Ponte de madeira

Nuvens escuras
Olhos de cinza

Teu rosto escondido
Minhas mãos, lanças
Trovão emergente
Raio dourado
Pombo ferido
Águas mansas

Chuva anunciada
Lágrimas negras

Tua boca fechada
Meu peito, brasão
Tempestade eminente
Luz prateada
Terra alagada
Sem chão

Vento suão
Afago quente

Teus olhos profundos
Meu coração galopante
Sinfonia tangente
Hino de paz
Dois mundos
Reino triunfante

Véu de estrelas
Diamantes suspensos

Teus braços em arco

Meu sorriso glorioso
Tambor presente
Seta que jaz
O trono é barco
Mar imperioso

Lua Nova
Espelho divino
_______
Pedro Arunca
2007/09/27

Amor em tempo de guerra

Vigio o teu busto fronteiriço
Do meu corpo faço trincheira
Toca a trombeta estridente
Eco de grito alvorado
Separa-nos um rio mortiço
e uma velha ponte de madeira

Manto de nuvens escuras
são olhos de cinza

Teu rosto sempre escondido
Ergo minhas mãos como lanças
Ouvimos trovão emergente
Cai um raio dourado
Há um pombo ferido
num regato de águas mansas

Tomba a chuva anunciada
são lágrimas negras

A tua boca mantém-se fechada
No meu peito cravo o brasão
Há uma tempestade eminente
Um brilho de luz prateada
A terra fica alagada
Sem chão

Acorda o vento suão
é afago quente

Teus olhos grandes e profundos
Meu coração parte galopante
Misteriosa sinfonia tangente
Soa a hino de paz
Encontro de dois mundos
Por um reino triunfante

Um véu de estrelas
São diamantes suspensos

Teus braços formam um arco
Ofereço meu sorriso glorioso
Há um tambor presente
Onde a seta jaz
Nosso trono é um barco
Neste mar imperioso

Lua Nova
Espelho divino

_______

Pedro Arunca
2007/09/27

22/09/2007

Fado para ti

Já conheço todas as ruas
do bairro onde tu moras
Perguntei por ti
Ninguém dá notícias tuas
Vi passar todas as horas
Não sei de ti
Muitas tardes nos cafés
lendo todos os jornais
Pensei em ti
Aprendi a ler as marés
nos muros do cais
Esperei por ti
Falei com muita gente
que se cruzou comigo
Falei de ti
Quem ama, sabe e sente
a dor de um amigo
Chorei por ti
Fui bater à tua janela
Ninguém me respondeu
Chamei por ti
Fiquei de sentinela
Tua porta não mexeu
Gritei por ti
As paixões deixam danos
saudades e dissabores
Rezei por ti
Já passaram muitos anos
Vivi outros amores
Amei por ti
_________

Pedro Arunca
2007/09/22

16/09/2007

Por detrás das palavras

Verbo presente
Sujeito ausente
Olhar directo
Falar certo
Palavra sentida
Emoção vivida
Discurso fluído
Eco nítido
Destino garantido
Caminho conseguido
Testemunho gravado
Desejo realizado

09/09/2007

Versos da minha horta

Abóbora
A ferrugem vai embora
Alface
Melhora a face
Alho
Não confundo com bugalho
Batata
Memória que desata
Beringela
Meu corpo sem mazela
Beterraba
Meu mundo não desaba
Bróculos
Vejo melhoras sem óculos
Cebola
Meu estômago não rebola
Cenoura
Minha vista melhora
Cogumelos
Há feios e belos
Couve
Coração que se ouve
Ervilhas
Tudo corre às mil maravilhas
Espargo
Fico mais magro
Pepino
Minha pele de menino
__________
Pedro Arunca
2007/09/09

06/09/2007

Luciano Pavarotti

Posted by Picasa
No palco, o mundo era uma grande nação.
((((((( Avé Maria )))))))

05/09/2007

Versos afruditos

Já o dia chegava a meio, quando me arrastei até à cozinha na esperança de algo me tentar. Reparei na fruteira e peguei numa reineta. Lavei-a, com água da torneira, porque gosto dela (da fruta!) com casca, e assim que dou a primeira dentada: uma ideia!

Abacate
Animado, nada me abate.
Ameixa
Acaba-se a queixa
Ananás
Mostro do que sou capaz
Banana
Rio toda a semana
Cereja
Porque meu coração deseja
Diospiro
Minha pele não é papiro
Coco
Não corro pouco
Figo
Penso no que digo
Goiaba
Muita coisa me lava
Kiwi
Melhor me senti
Limão
Meu corpo são
Laranja
Tudo cá se arranja
Maçã
Curto uma batida sã
Mamão
Abaixo a inflamação!
Manga
Não é energia da tanga
Marmelo
Vejo corpo mais belo
Melancia
Passo um bom dia
Melão
A vida não é uma prisão
Morango
Danço a valsa e o tango
Nêspera
De que estou à espera?
Pêra
É sempre Primavera
Pêssego
À vida me apego
Uva
Meu corpo enxuga

Como fruta, logo vou à luta…
_____
Pedro Arunca
2007/09/05

31/08/2007

Roazes

"Tursiops truncatus"
Estes, e muitos mais, vi-os a 8 milhas de Cascais.
O mar me quer o mar me encanta.

29/08/2007

Justificação

Alguns amigos, que passam por aqui, perguntam-me por que tenho escrito pouco nos últimos tempos. Então, para esses e para outros, cá vai a justificação:

Saibam que tenho escrito muito mais do que habitualmente. Acontece que estou, em várias frentes, à volta de 6 poemas, 1 história infantil e ainda num texto sobre "Nós". Dos poemas, 4 destinam-se a um amigo do Porto que canta (e bem!) o fado. Ele vai gravar um CD e pediu-me "2 letras" para "inéditos". Vou apresentar-lhe 4 "letras", para ele seleccionar. Um músico seu amigo fará as respectivas músicas. Darei notícias na altura certa.
Escrever requer inspiração, motivação e outras palavras e palavrões com "ão" no fim.
Por vezes, comparo uma frase ou um poema a uma pedra ou um pedaço de madeira. Para lhe dar forma tenho de esculpir. Dá o seu trabalho...

PS. Obrigado pelos vossos cuidados

Sem nome

Se eu tivesse poderes sobre a Lua
Todas as noites seriam de luar
Parava e esperava na tua rua
Para te poder ver chegar

Abre sempre as tuas janelas
Para eu por elas puder entrar
Tu és das luzes mais belas
Que os meus olhos podem desejar

Não escrevo teu nome nos muros
Porque um dia serão derrubados
Meu coração não é dos mais duros
Mas tem o teu bem gravado

Se em cada rua por onde passas
Houvesse uma câmara a filmar
Todas as horas eram escassas
Para eu te poder admirar

Já não sei qual o teu perfume
Nem as roupas que estás usando
Mas teu cheiro ainda é lume
Recordo-o de vez em quando

Ver-te feliz e sempre a sorrir
É meu desejo e prece divina
Dava tudo para também ouvir
Tua doce voz de menina

Guardo um sonho antigo
Bem no fundo, dentro mim
Um dia farei contigo
uma viagem sem fim

Palavras não faltarão
Para expressar meu sentimento
Gestos e afectos, farão
dele um melhor momento

17/08/2007

O mar

video
Céu invertido
De estrelas revestido
Lua dominante
Sina de amante
Elo grandioso
Íman poderoso
A ira e a calma
Espelho da alma
Na cor a emoção:
revolta ou paixão
Água de mil rios
Flores e navios
Palco de guerras
Move terras
Constrói e devasta
Envolve e arrasta
Leva para o fundo:
a gente e o mundo
Universo inspirador
de poesia e amor
Reino maravilhoso
Neptuno misterioso

______
Pedro Arunca
2007/08/17

10/08/2007

Entra na onda

Nuvens negras
Proibidas regras
Sirenes loucas
Vozes roucas

Chuva de verão
Esquecida canção
Roupa escassa
Rosto de farsa

Ruas molhadas
Portas fechadas
Óculos escuros
Homens duros

Olhos inundados
Passos apressados
Carteira vazia
Velha fotografia

Água turva
Perigosa curva
Sinal escondido
Corpo vendido

Mares profundos
Separam mundos
Gente perdida
Lutando pela vida

Onda gigante
Multidão falante
Faixa evolvente
Fala quem sente

30/07/2007

A vida são momentos

Não me calo numa cantilena
nem me esvaio num poema
Discorro no grito das palavras
morro no discurso das culatras

Perco o tempo num segundo
Rodo os ponteiros do mundo
Dou corda para além das horas
Vivo no ciclo das velhas noras

Apelo aos homens silenciados
Canto versos nunca declamados
Pego na tinta espessa e escura
Pinto os muros de pedra dura

Meu corpo tomba, indefeso
Minha alma, contra-peso
Meus registos são fragmentos
No caderno dos momentos

__________
Pedro Arunca
2007/07/30

24/07/2007

Central Ternonuclear

Olhos fechados
Lábios molhados
Dedos cruzados
Corpos suados

Cabelos, desatados e esguios
Braços, envolventes e macios
Pernas, deltas de dois rios
Pele, dois mapas de arrepios

Mãos sabidas
Línguas atrevidas
Vozes gemidas
Palavras vividas

Átomos de ternura,
gestos liquefeitos
Alta temperatura,
gerada sem preceitos
Partículas infinitas,
núcleo profundo
Central afectoctiva,
prazer do Mundo

_______
Pedro Arunca
2007-07-24

16/07/2007

Balanço Sintético

Partiu contra vontade
Sofreu a dor, calado
Não cumpriu a idade
O destino foi apressado

Deixa boas memórias
Nas contas do Razão
Resultados e histórias
Lucros do Coração

Caminhos cruzados
Simpatia natural
Negócios firmados
Com um bom final

De olhos confiantes
Lia nas entrelinhas
Sempre, ouvia antes
Fazia contas certinhas

Rigor e correcção
Pilares da sua vida
Brio e dedicação
Assinatura reconhecida

Num gesto peculiar
Ponderava e resumia
Mão na barba a alisar
Era o balanço do dia

(A um amigo que me abriu portas, que jamais se fecharão, onde se fizeram negócios e se construiram amizades.)

03/07/2007

Amar com sentido

Música 7
Podes crescer dentro de mim
sem nunca te tocar
e sentir tua presença
sem que te veja




Podes ser o vento no jardim
sem nunca te cheirar
e sentir a tua essência
sem que te beije


Podes saber ao mel do jasmim
sem nunca te provar
e sentir a tua anuência
sem que te desleixe


Podes viver sob manto de carmim
sem nunca te olhar
e sentir a tua clemência
sem que te deseje


Podes morrer num cântico sem fim
sem nunca te escutar
e sentir a tua ausência
sem que te solfeje


_______________
Pedro Arunca
2007/07/03

01/07/2007

Maravilhas.......

Obrigado Ana pela nomeação. O teu "O Cantinho da Anokas" bem merece o meu voto. Aprecio o teu jeito de ditar e de deitar as coisas cá para fora.


Regulamento destas nomeações:

1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês.
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez,e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail:7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com.

No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:

- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);

- Os votos no blog O Sentido das Coisas.
No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.


Entrei há pouco tempo na blogosfera no entanto, após horas e horas a digitar, dos muitos blogues que já visitei e percorri estes, por diferentes razões, merecem a minha nomeação:

O Cantinho da Anokas
Red Diaries
again and again for you and me
Encontros luminosos
FUNDAMENTALIDADES
O Elogio Da Loucura
A Kind of Magic II

25/06/2007

Andar devagar

Precisamos de mais tempo para apreciar cada momento.
Parar, escutar e olhar falar, gravar e fotografar:

o desenho feito na calçada
a porta de madeira talhada

a varanda vestida de flores
os vasos de todas as cores
a pequena flor amarela
o gato que espreita à janela

a roupa presa com mola
o periquito a cantar na gaiola
o eléctrico que vai lento
os rostos talhados pelo tempo
a idosa que sobe a calçada
o garoto que manda piada
o sem-abrigo deitado
o cartão empilhado
o Mercedes topo de gama
o Fiat sujo de lama
as paredes com grafite
as mãos com artrite
o desabafo confidente
a queixa de quem sente
os cartazes de publicidade
os excessos de velocidade
as tascas de rostos parados
os copos e pratos aviados
as pombas e os pardais
as despedidas no cais
os namorados no jardim
os lagos e peixes sem fim.

Tudo fica diferente:
a cidade, as ruas e a gente
____________
Pedro Arunca
2007/06/25

07/06/2007

África nela

Seus cabelos
lianas
seus olhos
clareiras
seu rosto
mistério
suas mãos
conchas
seu coração
tambor
seu corpo
terra
suas lágrimas
diamantes
seu sorriso
aurora
sua voz
chuva
seus gestos
brisa
seu andar
felino
_____
Pedro Arunca
2007/06/07

02/06/2007

Acordar

Caminhar
cego, de luz.
Teu brilho, etéreo
fere e seduz.

Chegar
farto, de dor
Teu corpo, mistério
íman e gerador

Sonhar
tolhido, de amor
Teu coração, distante
gelo e dissabor

Acordar
agitado, de mágoa
Tua imagem, presente
fogo e água

Palavras
quentes, de lume
Tua sombra, fria
lâmina e gume

__________
Pedro Arunca
2007/06/02

31/05/2007

Dançar

Dançar com um sorriso
Abrir os braços em arco
Ouvir o som do granizo
Balançar o corpo como um barco

Girar, rodar e saltar bem alto
Tocar os astros com os dedos
Nas nuvens, na areia ou no asfalto
Mostrar o rosto sem medos

Com música sempre a tocar
Fazer uma roda de amigos
Tango e valsa para dançar
O mundo livre de perigos
______
Pedro Arunca
2007/05/31

29/05/2007

SETE PEDAÇOS VITAIS

(O Art_of_love foi apanhado na onda e arrastou-me. Gostei do desafio...)
I
O que
tenho de fazer antes de
morrer
1 » viver...porque não sei fazer outra coisa...
2 » dizer: "AMO-TE", a quem amo…porque não?
3 » editar um livro…"deste que vos deixa"
4 » reunir amigos de infância…numa grande brincadeira
5 » tirar carta de marinheiro... zarpar e lançar minhas cinzas
6 » compor uma canção…e ouvi-la na telefonia
7 » dizer tudo o que me vai na alma…que não é pequena
II
Que mais gosto
1 » honestidade…acima de tudo.
2 » ver o lado positivo…das pessoas, das causas e das coisas.
3 » sexo…de olhos abertos; acrobático; falado; sem horas; global
4 » amigos…sem eles é difícil viver
5 » ver sorrir…é contagiante (não matem este vírus)
6 » crianças...o amor no estado puro...
7 » natureza...naturalmente
III
Prazeres fúteis

1 » comprar e ouvir Cd’s… música para os cardápios dos restaurantes já!
2 » comer gelados…às colheradas (huuuummmmmmmm)
3 » comer fora…em qualquer lado com água aos meus pés
4 » um bom vinho….de preferência tinto velho...
5 » Net…porque navegar é preciso
6 » blog’s………Penso, blogo existo»
7 » ler no WC…o saber não ocupa lugar


IV
Que digo frequentemente

1 » "sim"……gostava de o dizer mais vezes aSSiiiiiimmmm
2 » "por favor"…sabe-me bem dizê-lo
3 » "obrigado" …por nada, por isto, por aquilo e por tudo
4 » "como correu o teu dia?"...gosto dela e quero seu bem.
5 » “vou à pesca”… o mar me quer, o mar me tem
6 » o sonho comanda a vida………para que nunca se esqueça
7 » "sim, minha senhora"… quando a lista de recados engorda

V
Que faço bem
1 » pensar que penso…pensando bem, não sei...
2 » ironizar…sobre o que me agrada ou incomoda
3 » cozinhar…porque me desperta os sentidos
4 » lixo…começando, pelo me sai da caixa do correio
5 » directas…na boa….sou filho da madrugada
6 » acreditar que somos todos boa gente…não há maus rapazes e há raparigas booooas
VI
Que não faço ou não sei fazer

1 » dar o dito por não dito…dito e feito
2 » filhos…não por falta de tinta. Faltou o papel.
3 » esquecer os amigos…nunca!
4 » política…não quero vírus ma li gnus (↑II.1)
5 » a barba, todos os dias…é uma (falsa) sensação de liberdade
6 » amar perdidamente…como Florbela Espanca
7 » julgar...não tenho essa capacidade
VII
Que odeio

1 » avareza… rima com riqueza…
2 » hipocrisia…fazer orçamentos de guerra com discursos de paz.
3 » inércia…não faças hoje o que não queres fazer amanhã
4 » xenofobia…juntos, somos o arco-íris
5 » pobreza…humana, de espírito e de valores
6 » má fé…esta não nos salva…
7 » oportunismo…o ladrão faz a ocasião que fará outro ladrão e...


Os 7 magníficos que acorrento neste desafio
1 » Anokas do "Cantinho da Anokas". Gostei. Obrigado.
2 » Tu. Atreve-te.
3 » Você. Não hesite.
4 » V. Ex.ª . Faça o favor.
5 » Eu!???. Sim. Porque não?
6 » Psst...aonde pensa que vai? Não gosta de desafios?
7 » Olá! Isto é consigo.

27/05/2007

voar

um olhar tira-nos as palavras
um sorriso diz mais que a voz
um abraço aquece-nos a alma
um beijo faz-nos levitar

Aprende a voar: olha, sorri, abraça e beija

26/05/2007

As palavras brotam da terra.
O vento as leve ao Homem
que as dita, usa e consome
e, assim, esqueça a guerra.

22/05/2007

20/05/2007

Lui meme

À Ana, do "Cantinho da Anokas", que me presenteou com seu meme: "Na vida recebemos flores e pedras. Quando erguemos um muro á nossa volta, podemos-nos proteger das pedras... mas jamais conseguiremos receber as flores." Grato pelo testemunho, retribuo com amizade:
Aos 17 anos, escrevi: é com as pedras que nos atiram que erguemos nossas ameias.

Apesar de virmos ao mundo sem manual de instruções, somos(auto?) instruídos ao longo da caminhada. Uma das conclusões a que (bem cedo) cheguei é que, em todos os momentos, somos nós que escolhemos o caminho que seguimos. Pudemos não saber como chegámos a determinado ponto, mas temos a oportunidade de, sempre, questionar: fico aqui; sigo em frente; volto para trás; vou por ali; sigo por acolá; faço um desvio ou vou pelo atalho?
Naturalmente que as referências, a bagagem que trazemos, as "fotos" que tiramos e os companheiros que conhecemos, influenciam as nossas decisões. O "não", o "sim" e o "talvez" são luzes do semáforo da nossa existência.

"Não há nada mais humilhante do que não saborearmos os frutos da árvore que não abanámos."
A sorte e a oportunidade andam de mãos dadas. O nosso papel é captarmos a oportunidade para aproveitarmos a sorte que ela nos reserva.

"Não sei para onde vou, sei que não vou por aí"
Na vida, como no trânsito, encontramos placas, avisos e sinais que umas vezes respeitamos, outras nem por isso. Gosto da que diz: "Páre, Escute e Olhe" e daquela que informa: "Passagem de nível sem guarda"
"respeita o próximo"
Fazemos parte de um todo. Os outros são uma parte de nós. Tudo o que fizermos em nós se reflecte.
"Hoje é o amanhã que, ontem, nos preocupava."
Há quem se acomode na Pensão Ideal, porque lá conta com "cama, mesa e roupa lavada". Para outros "ter uma nota no bolso pra cigarros e bilhar" é o Tê Zero que lhes basta.
"É preciso semear para colher"

"Quem semeia ventos, colhe tempestades"

Se muitas vezes engolimos sapos, uma certeza nos assiste: "o que não mata engorda".

"Estamos sempre a aprender"

Com as tais "pedras", podemos: calcetar o nosso caminho, erguer muralhas para que nos protejam, ou devolve-las à origem.

Cada dia que passa é uma página do livro que nos compete escrever

19/05/2007

Esteva

Bela flor da esteva
É rainha no campo
Eleva a sua beleza
com tiara de branco

Branca flor
espero o meu amor

Dá a vida por um dia
Cada um o seu desejo
Pôr no cante a alegria
Sua voz, no Alentejo

Branca flor
espero o meu amor

O vento passa por ela
E leva o seu perfume
Puro mel, alva pétala
Vive sem queixume

Branca flor
espero o meu amor
__________
Pedro Arunca
2007-05-19

15/05/2007

Cartas guardadas

Longe, os dias cor de rosa
Distantes, as flores do jardim
Poemas que já foram prosa
Cartas que guardo para mim

Palavras nunca escutadas
Páginas por desvendar
Lágrimas cristalizadas
Que o tempo fez secar

Cada estrela um segredo
Que a lua lhe contou
Sombras no arvoredo
Que o amor projectou
___________
Pedro Arunca
2007/05/15

06/05/2007

MÃE de A a Z

Mãe é afago, beijo primeiro, carinho, dedicação, embalo no colo,flor delicada, guarda-nocturno, história para dormir, imagem eterna, jogo do esconde-esconde, lágrima escondida, música no coração, natal de todos nós, olhos belos, palavra mágica, quarto arrumado, remédio certo, sopinha quente, ternura no estado puro, uva sem grainha, vigilante atenta, xi-coração, Zero de medo, etc.

05/05/2007

Fobias de A a Z

A TSF passou, a 6/5, uma excelente reportagem sobre fobias. A não perder "Prisioneiros do Medo" (arquivo)
************************************
Fiquei a pensar nos medos que nos afectam e no modo como se reflectem nas nossas atitudes e comportamentos. Seria útil ter um BIF (Bilhete de Identificação de Fobias).
O abecedário está quase todo a(in)fectado. Que saiba, apenas as letras K, Y e W, escapam às fobias. Há fobias para todos os desgostos.

Não sou psiquiatra, mas tento reparar as minhas próprias mazelas. Se necessário, recorro à minha caixa de ferramentas e tapo um buraco, penduro ou mudo um quadro, troco uma lâmpada, dou uma pintura, acabo com o ping-ping da torneira, aperto um parafuso, calafeto uma porta, enfim… pequenos trabalhos de animal auto-doméstico. Quem é que não tem uma chave de parafusos, um martelo e um alicate? É o mínimo!
Não há desculpa para não ter. Vá já, a uma das lojas do chinês da sua rua, e compre um Kit a seu gosto. Faça você mesmo a sua pequena reparação. Os grandes estragos requerem especialistas.

O tempo ensina-nos a reparar males menores. Os grandes, ficam para dias melhores, piores ou para dia de S. Nunca (adoro este Santo, ninguém sabe a sua história mas é o que tem mais devotos).

Finalmente percebi porque, a dado momento, andei com A, B e C. Como? Continuo a falar de fobias!
Das minhas, só falo na presença do meu cão.
Pensem em alguém que conheçam bem (mãe, pai, avós, amigo de infância) e/ou que conheçam mal (V. Ex.ª, colega de trabalho, namorada/o, cônjuge, filhos). Arrisquem associar uma, ou mais, das iniciais dos nomes de cada pessoa às respectivas letras das fobias. Eu já o fiz e até comecei a elaborar o mapa fobínico com todos eles. Escolhi algumas, por aquela ou aqueloutra razão:
Atazagorafobia - medo de ficar esquecido ou ignorado
Biofobia - medo da vida
Cronofobia - medo do tempo
Dipsofobia - medo de beber
Ergofobia - medo do trabalho
Fronemofobia - medo de pensar
Gnosiofobia - medo do conhecimento
Hominofobia - medo de homens
Ideofobia - medo de ideias
Japanofobia - medo de japoneses
Logofobia - medo de palavras
Metrofobia - medo ou ódio de poesia
Neofobia - medo de qualquer coisa nova
Ometafobia ou omato - medo de sonhos
Papirofobia - medo de livros
Quiraptofobia - medo de ser tocado (a)
Ritifobia - medo de ficar enrugado
Sarmassofobia - medo de fazer amor (malaxofobia)
Tafofobia ou tafefobia - medo de ser enterrado vivo
Uranofobia - medo do céu
Verbofobia - medo de palavras
Xenofobia - medo de estrangeiros ou estranhos
Zeusofobia - medo de Deus ou deuses

03/05/2007

Chicago

Recordar agora
Lutas de outrora
Reduzir a jornada
Da ganga cansada
Sangue nas ruas
Verdades cruas
Milhares de razões
Morrer por milhões
Chicago profundo
Mudou o mundo
O fruto no galho
8 horas de trabalho
É preciso honrar
Aquele que tombar
Refletir na causa
Momento de pausa
______
Pedro Arunca
2007/05/03

30/04/2007

Código de barras


Cada dia é uma peça
da máquina do tempo
Caminhar sem pressa
Viver cada momento
Cada ser um produto
com genes certificados
Cada alma um reduto
Códigos não decifrados
Na origem a essência
No destino a mais-valia
Imagem é a referência
Rotulada mercadoria
Na linha de montagem
Etiquetas são amarras
Para evitar a clonagem
Quero código de barras
______________
Pedro Arunca
2007/04/30

28/04/2007

Ter ou não ter eis a razão

Quem pouco tem, a tudo dá valor
Quem algo perdeu, só depois valoriza
Quem muito tem, muito mais quer
Quem tudo tem, a nada lhe sabe
Quem tudo quer, nada alcança
Quem tudo inveja, nada merece
Quem tudo merece, às vezes nos esquece

_________

Pedro Arunca
2007/04/28

26/04/2007

Aqui Terra, chamando...escuto

Hoje vou na prosa. 4 h da manhã e revejo o dia que passou. Vou à cozinha, ligo a torradeira e aqueço o leite. Dei por mim a rir dum poema imaginado, mordido pelas traças. Lá irei. O que fiz ontem: duas sobremesas, almocei rancho, escrevi um poema, liguei a Net e estive lá com alguns amigos. Não sei se o Chelsea ganhou. Estou muito mais preocupado com a descoberta de um novo planeta. E todos devíamos estar. De certeza que amanhã, no horário de trabalho, o tema é o futebol e não o 25 de Abril ou a Gliese 581. Quê? É a estrela do novo planeta que, a 20 anos-luz, passa a ser a menina dos olhos dos astrónomos e doutros "cabeças no ar". Não estarei lá para o confirmar.Fico preocupado com o facto de já pouco ligarem à velha Terra e, agora, como é novidade, apontarem todo os holofotes à Super Terra. Como somos pouco deligentes nas coisas terrenas, é mais fácil fazer as malas e mudar de casa. O último apaga a luz. Se alguem cá ficar que se cuide.

23/04/2007

Amarras


Lanças teu olhar
No horizonte distante
Onde o céu cai no mar
A gaivota que cante
Tua beleza ímpar
Desejo constante
Querer e alcançar
Amor tonificante
Saber saborear
O sal penetrante
Na pele a brilhar
Pó de diamante
A cristalizar
Corpo cintilante
A naufragar
Barco sem tripulante
Para comandar
Porto confiante
Cais para ancorar
Braços de amante
Cordas de amarrar
________________
Pedro Arunca
2007/04/23

15/04/2007

Sementes perdidas

Perdido de mim
Como abelha num jardim
As palavras acabaram
Nossas mãos se amaram
Senti-me a levitar
O coração a saltar
Para fora do peito
Fiquei sem jeito
As pernas fraquejam
Nossas bocas se beijam
A química a funcionar
Corpos liquefeitos
Um campo magnético
Movimento frenético
Êmbolos e máquinas
Os lençóis são páginas
Do livro impossível
Fruto apetecível
Folhas esquecidas
que o tempo enrugou
Flores caídas
que a abelha não beijou
Sementes perdidas
no segredo da terra
Só a chuva revela
às nuvens da serra
a vontade dela

_________
Pedro Arunca
2007/04/15

14/04/2007

A palavra

Reduzir a palavra à essência
Como em qualquer ciência
Nada acontece por acaso
Semente não requer vaso

Reutilizar a palavra esquecida
É poder dar-lhe outra vida
Descobrir nova emoção
Reviver uma recordação

Reciclar a palavra usada
Das bocas muito afastada
Nos livros, feita mono
Encontra sempre dono

A palavra é fundamental
Erudita ou banal
Traduz o gesto e o afecto
Descreve o acto e o facto
Expõe o pensamento
Revela o sentimento

Uma palavra demolidora
É bomba detonadora
Arrasa sem contemplação
Um país ou um coração

A palavra é uma lança
Com ela leva a esperança
Que una povos e terras
Ponha fim às guerras

A palavra AMOR
É um enorme reactor
Que o mundo faz girar
E, em ON deve estar
________________
Pedro Arunca
2007/04/14

05/04/2007

Páscoa

No meu tempo de menino
Ao ouvir o toque do sino

Todas as portas se abriam

Vinha o padre com a cruz
Beijávamos os pés a Jesus

As mesas enriqueciam

Com oferendas e flores
Amêndoas de várias cores

As casas abençoadas

Muito bem ensinadinhos
Visitávamos os padrinhos

As prendas desejadas

Eram mais e novos brinquedos
Pois contavam-se pelos dedos

Naquele tempo de criança

Os que faziam a nossa alegria
Nas brincadeiras de cada dia

Hoje tempo de abastança
_________________
Pedro Arunca
2007/04/05

03/04/2007

Amigos de infância

Hoje lembrei dos tempos de criança.
Recordei muitos amigos de infância.
Com eles brinquei, briguei e estudei.
Amigos de sempre que um dia deixei.

Poucos brinquedos, muito riso e brincadeira.
Improvisar com caricas, latas e madeira.
O peão a rodar na palma da mão.
O prego no chão. O primeiro era campeão.
A bola na rua e no recreio da escola.
A bicicleta, roda vinte e oito, feita num oito.
Os carrinhos de esferas com “aceleras”.
Rolha, chumbo, anzol, 2m de fio e cana do rio.
Os berlindes coloridos, ganhos e perdidos.
Os cromos da bola na caderneta com cola.

Nas férias, os dias eram pequenos.
Na escola, enchiam os cadernos.
Brincar na rua, tinha hora marcada.
Não ouvir chamar e fugir da palmada.

Muitas diabruras, dos livros de aventuras.
Fomos índios e cowboys e fantasmas de lençóis.
À noite os sustos, escondidos nos arbustos.
Tudo nas caminhas, tocavam as campainhas.
Dar aos sapatos. Na frente iam os gatos.

Antes que se apague a lembrança,
Escrevo o que a memória alcança.
Viver e brincar, sempre o fiz e farei.

Os amigos, nunca esquecerei.
_____________
Pedro Arunca
2007/04/03

01/04/2007

Cada dia que passa é uma página do livro que nos compete escrever.

30/03/2007

As cores mudaram

Ausentas-te para onde ninguém te procura.
Deixas um rasto de inquietude, que não te abala.
Ouves o silêncio a abafar os teus medos.
Uma miragem é o teu oásis. Quase real.
Deslumbram-te, nas areias estéreis,
as figuras que o sol desenha ao partir.
Tempestades. Saudades do mar revolto.
As estrelas são as mesmas que deixaste.
Cá, que daí não alcanças,
ficaram os que te amam e desejam,
sem o desfrute que a novidade representa.
Vens do nada com coisa nenhuma.
Explicas o que não sabes e não queres.
Refugias-te em estados de alma que o corpo não consente
Pintas o céu com azul do mar.
As cores, aqui, mudaram.
________________
Pedro Arunca

28/03/2007

Erika

Não queres o Sol, nem lhe pedes nada.
Eternos momentos. Vida inspirada.
Mais luz nos dias. Muito calor no coração
Consomes-te no fogo vivo duma paixão

No mundo que te rodeia e te movimentas.
Dás tudo por tudo. Muito reinventas.
Sentimento e vontade, de te dares inteira
Pensamentos livres. Da arte prisioneira.

Misturas na comida sabores com mil cores.
O caos na tua vida, como com teus amores.
Na tela, fixas teus sublimes desejos:
Pintar paisagem com flores, poemas e beijos

Cada amigo, um quadro. Cada quadro, sua história.
Galeria de rostos, expostos na memória
Sorrisos nos pratos com a música dos talheres.
Os copos bebem as palavras dos homens e mulheres.
____________
Pedro Arunca
2007/03/28

25/03/2007

Mousse de morango

Ingredientes:
Morangos (1/2 Kg)
Leite Condensado (1 lata peq)
Claras (3)
Folhas de Gelatina (3)

Preparos:
-Bater as claras em castelo.
-Retirar os pés aos morangos e triturá-los com a varinha mágica. Se deixar repousar o "batido", pode assm separar a borra formada pelas "grainhas".
-Dissolver as folhas de gelatina num pouco de água morna.
Conclusão:
Na taça de servir, deitar o leite condensado, o batido e as claras. Envolver com a varinha mágica (ac. arames), juntando a gelatina. Levar ao frigorífico.

22/03/2007

Primavera

A Primavera é tela colorida
Quem será seu pintor
Mais alegre nos torna a vida
Muitas cores tem o amor

A Primavera é sinfonia
Quem será seu compositor
Mais feliz nos soa o dia
Muitos pássaros a compor

A Primavera é jardim
Quem será seu jardineiro
Mais perfumes num sem fim
Muitas flores no canteiro

A Primavera é magia
Quem será que a faz
Mais sorrisos e euforia
Muita gente é capaz

A Primavera é notícia
Quem será que a vai dar
Mais brincadeiras, que delícia
Muitas andorinhas a chegar
_______________
Pedro Arunca
2007/03/21

12/03/2007

Nasci de novo

Errei na noite,
seguindo a luz
trémula do horizonte.

Farol de abrigo
chamando o barco,
ao aconchego do cais.

No teu convés
adormeci, cansado.
O teu vestido jaze
como vela arreada.

Nasci de novo,
quando o sol queimou o breu.
No sal da pele,
A esperança consumida.

______________
Pedro Arunca

Noite

Apaga-se o dia farto de sol.
Hoje não nasceste para mim.
Embebo-me nas palavras que a noite dita.
A rádio preenche o silêncio dos sós.
95.7 MHz não distorcem o meu pensamento,
ondas de ternura sobrepostas.
Outras barreiras quebram vontades.
Frequências moduladas.

11/03/2007

MÃE e MULHER

Com letra pequena
escrevo este poema

Germina a semente
que será gente
No útero o ser
O peito a crescer
Outro coração
na palma da mão
Viver por dois
Meses depois
chôro da partida
Alegria dorida
Momento feliz
Cortar a raíz
Conforto do colo
o melhor solo
Sorrisos e afecto
o melhor tecto

Com maior letra que houver
Se escreva MÃE e MULHER

02/03/2007

Vem depressa

Oh fonte dos desejos,
sacia o meu viver.
A dor dos teus beijos,
agora, quero ter.

Oh chama desta dor,
porque ardes sem cessar?
Vem depressa, amor
não a posso suportar.

O calor me consome.
Esqueço o tempo e a fome.
Faminto, o acalento.

Qual o teu rumo?
Barco sem prumo?
Sem destino, não tento.
______________
Pedro Arunca
1980/04/23

27/02/2007

História

Pobres ou ricos, os nossos pais,
num momento fomos iguais:
quando nossa mãe nos deu à luz,
nascemos nus.
Quem venceu guerras,
dividiu terras.
Uns nascem herdando,
outros morrem devendo.
O general vive com gala,
o soldado morre na vala.
Quem tem fornalhas
não come migalhas.
A muitos faltam tostões,
a outros sobram milhões.
Os dias podem ser sete,
mas a História não se repete.
Ontem a terra, hoje o pão.
Amanhã, perdemos a razão.
O futuro, sempre nos pertenceu.
Deus criou a Terra mas não a vendeu.

09/02/2007

Pouca terra...


Pouca gente na estação,
uns chegam outros vão.
Linha oeste, linha norte.
Partir para outra sorte.
A bandeira, já no ar
o homem vai apitar.
Fecham portas sem demoras,
o comboio sai a horas.

Pouca terra, pouca terra…

Sentado à janela,
vê o mundo passar por ela.
No fundo da sacola,
os cadernos da escola.
Geografia na memória
e das aulas de História:
nomes dos rios e das serras,
das batalhas e das guerras.

Pouca terra, pouca terra…

No bolso as economias,
de meses e muitos dias.
Molhos de lenha bem atados,
nas padarias empilhados.
Recados a tostão,
rebuçados, roupas e pão.
No bilhete o destino:
deixar de ser menino.

Pouca terra, pouca terra…

27/01/2007

Olhos nos olhos

Meus olhos nos teus
teus olhos nos meus
Escuta meu coração
palavras com emoção
Soltei minhas amarras
recolhi nossas armas
Evoco bons momentos
revelo meus sentimentos
As lágrimas a rolarem
com frases por acabar
Teu sorriso generoso
tem efeito poderoso
Ternura nos teus dedos
afasta dúvidas e medos
Derrubámos o muro
passámos para o futuro
Meu corpo satélite do teu
Minha alma no teu céu

26/01/2007

Rap

Calo o despertador
Acorda minha dor
Ligo o esquentador
Tomo duche reparador
Corro para o fogão
Margarina no pão
Meia de cada côr
Rotas, eram pior
Olho para a hora
Saio porta fora
Um frio de rachar
Comecei a fumar
Comboio atrasado
Chega apinhado
Levam-me no ar
Consegui entrar
Num empurrão
Tomba a multidão
Gritos e asneiras
Não há maneiras
Evito a confusão
Próxima estação
Passo de corrida
Atravesso a avenida
Tomo a bica a correr
Cheia, a ferver
Oferta do jornal
“O país está mal”
Leio na capa
Alguém escapa?
Subo a calçada
Porta encerrada.
“Descanso do Pessoal”
Piada de Carnaval?
Agora sem trabalho
Sou carta fora do baralho
O que é que eu fiz
Mereço este país?
O mal é geral
Aldeia global
Onde está o dinheiro?
Num grande mealheiro?

25/01/2007

Mar de tubarões


Gelatina Gelly.já (Azul) de frutos do bosque (2 saquetas)
1 lt de água
8 a 10 gomas do tubarão (diversas cores)
Seguir as instruções da caixa da gelatina. Deitar a arrefecer num pirex ou taça de vidro transparente. Quando estiver quase solidificada, um pouco morna, mergulhar os tubarões em diversas direcções. Com um garfo riscar a gelatina, em zig-zag, de modo a criar o efeito de águas agitadas.
Na foto, coloquei um barco miniatura para melhorar o cenário.