05/09/2007

Versos afruditos

Já o dia chegava a meio, quando me arrastei até à cozinha na esperança de algo me tentar. Reparei na fruteira e peguei numa reineta. Lavei-a, com água da torneira, porque gosto dela (da fruta!) com casca, e assim que dou a primeira dentada: uma ideia!

Abacate
Animado, nada me abate.
Ameixa
Acaba-se a queixa
Ananás
Mostro do que sou capaz
Banana
Rio toda a semana
Cereja
Porque meu coração deseja
Diospiro
Minha pele não é papiro
Coco
Não corro pouco
Figo
Penso no que digo
Goiaba
Muita coisa me lava
Kiwi
Melhor me senti
Limão
Meu corpo são
Laranja
Tudo cá se arranja
Maçã
Curto uma batida sã
Mamão
Abaixo a inflamação!
Manga
Não é energia da tanga
Marmelo
Vejo corpo mais belo
Melancia
Passo um bom dia
Melão
A vida não é uma prisão
Morango
Danço a valsa e o tango
Nêspera
De que estou à espera?
Pêra
É sempre Primavera
Pêssego
À vida me apego
Uva
Meu corpo enxuga

Como fruta, logo vou à luta…
_____
Pedro Arunca
2007/09/05

5 comentários:

A. Jorge disse...

Obrigado pela visita e pelo teu comentário que gostei muito!

Abraço

Jorge

http://vagabundices.wordpress.com/

Alexandra disse...

lolollllll se não soubesse que era assim, não acreditava! lol

Óptimo! Perfeito!Lindo!

Bjs

Paula Raposo disse...

Bem visto! Boa imaginação.

Sandra Vasconcellos disse...

Amigo vc realmente é muito criativo, sua cabeça é super fértil. Sempre que entro em seu blog tenho uma surpresa com o que leio.

Bjus e PARABÉNS por sua sagacidade.

Paula Raposo disse...

Já te disse que adoro aquela fotografia do mar lá em cima, no cabeçalho do teu blog?!! Gosto. É lindíssima!