18/12/2008

À beira dum poema

As mãos secam
se os dedos mirrarem
Expontâneas heras,
bebem de outras mãos 
O pinheiro sedento
leva raízes até onde deixarem
O calor, que refaz o corpo
é química sem explicação
Num permeável instante
o momento infiltra-se na pele
e o tempo deixa de contar
O silêncio percorre o gesto
e a palavra divaga no olhar
O rio, as gaivotas e a cidade
pousam no fundo da retina
e pintam um novo tecto 
com tintas por inventar
Encontro de versos 
numa estrada de afectos
à beira dum poema

7 comentários:

Paula Raposo disse...

Belo como sempre! A tua sensibilidade é fantástica. Não só por isso, mas também, gosto de ti! Beijos.

FERNANDA & POEMAS disse...

Querido Pedro, belíssimo como sempre... gostei muito e é como diz a Paula, a tua sensibilidade é enorme... Adorei!
Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

carla mar disse...

da Lua... sopro-te, um beijo ;)

escarlate.due disse...

"Num permeável instante
o momento infiltra-se na pele
e o tempo deixa de contar"
lindo!!!

Feliz Natal for you, Pedro

Alexandra disse...

"Encontro de versos
numa estrada de afectos
à beira dum poema"

Como sempre, o belo jogo de palavras impera!!

Passei para desejar um Óptimo Natal!!

Desculpa a ausência...

Bj

Alexandra

FERNANDA & POEMAS disse...

Querido Pedro, votos de BOAS FESTAS, como gostares... Um abraço de carinho,
Fernandinha

Margarida (D.Maga) disse...

À beira de..crescer.
Bjus