09/02/2007

Pouca terra...


Pouca gente na estação,
uns chegam outros vão.
Linha oeste, linha norte.
Partir para outra sorte.
A bandeira, já no ar
o homem vai apitar.
Fecham portas sem demoras,
o comboio sai a horas.

Pouca terra, pouca terra…

Sentado à janela,
vê o mundo passar por ela.
No fundo da sacola,
os cadernos da escola.
Geografia na memória
e das aulas de História:
nomes dos rios e das serras,
das batalhas e das guerras.

Pouca terra, pouca terra…

No bolso as economias,
de meses e muitos dias.
Molhos de lenha bem atados,
nas padarias empilhados.
Recados a tostão,
rebuçados, roupas e pão.
No bilhete o destino:
deixar de ser menino.

Pouca terra, pouca terra…

2 comentários:

Poemas de amor e dor disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
marta santos disse...

mt fixe o poema...