Ausentas-te para onde ninguém te procura.
Deixas um rasto de inquietude, que não te abala.
Ouves o silêncio a abafar os teus medos.
Uma miragem é o teu oásis. Quase real.
Deslumbram-te, nas areias estéreis,
as figuras que o sol desenha ao partir.
Tempestades. Saudades do mar revolto.
As estrelas são as mesmas que deixaste.
Cá, que daí não alcanças,
ficaram os que te amam e desejam,
sem o desfrute que a novidade representa.
Vens do nada com coisa nenhuma.
Explicas o que não sabes e não queres.
Refugias-te em estados de alma que o corpo não consente
Pintas o céu com azul do mar.
As cores, aqui, mudaram.
________________
Pedro Arunca
30/03/2007
28/03/2007
Erika

Eternos momentos. Vida inspirada.
Mais luz nos dias. Muito calor no coração
Consomes-te no fogo vivo duma paixão
No mundo que te rodeia e te movimentas.
Dás tudo por tudo. Muito reinventas.
Sentimento e vontade, de te dares inteira
Pensamentos livres. Da arte prisioneira.
Misturas na comida sabores com mil cores.
O caos na tua vida, como com teus amores.
Na tela, fixas teus sublimes desejos:
Pintar paisagem com flores, poemas e beijos
Cada amigo, um quadro. Cada quadro, sua história.
Galeria de rostos, expostos na memória
Sorrisos nos pratos com a música dos talheres.
Os copos bebem as palavras dos homens e mulheres.
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Pedro Arunca
2007/03/28
25/03/2007
Mousse de morango

Morangos (1/2 Kg)
Leite Condensado (1 lata peq)
Claras (3)
Folhas de Gelatina (3)
Preparos:
-Bater as claras em castelo.
-Retirar os pés aos morangos e triturá-los com a varinha mágica. Se deixar repousar o "batido", pode assm separar a borra formada pelas "grainhas".
-Dissolver as folhas de gelatina num pouco de água morna.
Conclusão:
Na taça de servir, deitar o leite condensado, o batido e as claras. Envolver com a varinha mágica (ac. arames), juntando a gelatina. Levar ao frigorífico.
22/03/2007
Primavera

Quem será seu pintor
Mais alegre nos torna a vida
Muitas cores tem o amor
A Primavera é sinfonia
Quem será seu compositor
Mais feliz nos soa o dia
Muitos pássaros a compor
A Primavera é jardim
Quem será seu jardineiro
Mais perfumes num sem fim
Muitas flores no canteiro
A Primavera é magia
Quem será que a faz
Mais sorrisos e euforia
Muita gente é capaz
A Primavera é notícia
Quem será que a vai dar
Mais brincadeiras, que delícia
Muitas andorinhas a chegar
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Pedro Arunca
2007/03/21
12/03/2007
Nasci de novo
Errei na noite,
seguindo a luz
trémula do horizonte.
Farol de abrigo
chamando o barco,
ao aconchego do cais.
No teu convés
adormeci, cansado.
O teu vestido jaze
como vela arreada.
Nasci de novo,
quando o sol queimou o breu.
No sal da pele,
A esperança consumida.
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Pedro Arunca
seguindo a luz
trémula do horizonte.
Farol de abrigo
chamando o barco,
ao aconchego do cais.
No teu convés
adormeci, cansado.
O teu vestido jaze
como vela arreada.
Nasci de novo,
quando o sol queimou o breu.
No sal da pele,
A esperança consumida.
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Pedro Arunca
Noite
Apaga-se o dia farto de sol.
Hoje não nasceste para mim.
Embebo-me nas palavras que a noite dita.
A rádio preenche o silêncio dos sós.
95.7 MHz não distorcem o meu pensamento,
ondas de ternura sobrepostas.
Outras barreiras quebram vontades.
Frequências moduladas.
Hoje não nasceste para mim.
Embebo-me nas palavras que a noite dita.
A rádio preenche o silêncio dos sós.
95.7 MHz não distorcem o meu pensamento,
ondas de ternura sobrepostas.
Outras barreiras quebram vontades.
Frequências moduladas.
11/03/2007
MÃE e MULHER
Com letra pequena
escrevo este poema
Germina a semente
que será gente
No útero o ser
O peito a crescer
Outro coração
na palma da mão
Viver por dois
Meses depois
chôro da partida
Alegria dorida
Momento feliz
Cortar a raíz
Conforto do colo
o melhor solo
Sorrisos e afecto
o melhor tecto
Com maior letra que houver
Se escreva MÃE e MULHER
escrevo este poema
Germina a semente
que será gente
No útero o ser
O peito a crescer
Outro coração
na palma da mão
Viver por dois
Meses depois
chôro da partida
Alegria dorida
Momento feliz
Cortar a raíz
Conforto do colo
o melhor solo
Sorrisos e afecto
o melhor tecto
Com maior letra que houver
Se escreva MÃE e MULHER
02/03/2007
Vem depressa
Oh fonte dos desejos,
sacia o meu viver.
A dor dos teus beijos,
agora, quero ter.
Oh chama desta dor,
porque ardes sem cessar?
Vem depressa, amor
não a posso suportar.
O calor me consome.
Esqueço o tempo e a fome.
Faminto, o acalento.
Qual o teu rumo?
Barco sem prumo?
Sem destino, não tento.
______________
Pedro Arunca
1980/04/23
sacia o meu viver.
A dor dos teus beijos,
agora, quero ter.
Oh chama desta dor,
porque ardes sem cessar?
Vem depressa, amor
não a posso suportar.
O calor me consome.
Esqueço o tempo e a fome.
Faminto, o acalento.
Qual o teu rumo?
Barco sem prumo?
Sem destino, não tento.
______________
Pedro Arunca
1980/04/23
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