Não entendo o mundo. Estaremos todos cegos?
Sou mero vagabundo, no meio de ilustres
pategos.
Ninguém sabe, sequer questiona, para onde vamos.
A verdade está à tona do mar onde nos afogamos.
Recusamos as cores do quadro original.
Discutimos as dores e valorizamos o artificial.
Pisamos o jardim e culpamos o vizinho.
Quem se lembra de mim, quando suja o caminho?
Discursos vazios em papel de seda.
Secamos os rios e queixamo-nos da merda.
Adoramos e aplaudimos a hipocrisia.
Repudiamos e sacudimos a ousadia.
Quem foi o último a dar? O triunfo são espadas!
Também quero jogar, sem cartas marcadas.