A música preenche-me o intervalo das palavras e o silêncio do olhar. Sem ela não imagino o mundo que me rodeia.
Recordo os filmes mudos que ganhavam dimensão por via da música. As cenas de suspense, emoção e drama nos ritmos, andante, moderato, allegro ou fortissimo mexiam comigo.
http://br.youtube.com/watch?v=U4-eXq4I37k
01/10/2007
28/09/2007
Sem poema
Vou fazer deste espaço um lugar para os meus "sem poema". O Verão já lá vai, o tempo arrefece, e os versos se não forem usados também definham e morrem. Ficarei atento aos que mais resistirem e lhes darei abrigo num poema que os mereça.
Horas tardias
Uma janela com luz azulada
Alguém vencido pela madrugada
ligado na solidão
O sono franqueado
sonho agitado
trabalho forçado
horário trocado
companheiro fechado
Horas tardias
Uma janela com luz azulada
Alguém vencido pela madrugada
ligado na solidão
O sono franqueado
sonho agitado
trabalho forçado
horário trocado
companheiro fechado
27/09/2007
Amor em tempo de guerra (versão reduzida)
Teu busto fronteiriço
Meu corpo, trincheira
Trombeta estridente
Grito alvorado
Rio mortiço
Ponte de madeira
Nuvens escuras
Olhos de cinza
Teu rosto escondido
Minhas mãos, lanças
Trovão emergente
Raio dourado
Pombo ferido
Águas mansas
Chuva anunciada
Lágrimas negras
Tua boca fechada
Meu peito, brasão
Tempestade eminente
Luz prateada
Terra alagada
Sem chão
Vento suão
Afago quente
Teus olhos profundos
Meu coração galopante
Sinfonia tangente
Hino de paz
Dois mundos
Reino triunfante
Véu de estrelas
Diamantes suspensos
Teus braços em arco
Meu sorriso glorioso
Tambor presente
Seta que jaz
O trono é barco
Mar imperioso
Lua Nova
Espelho divino
_______
Pedro Arunca
2007/09/27
Meu corpo, trincheira
Trombeta estridente
Grito alvorado
Rio mortiço
Ponte de madeira
Nuvens escuras
Olhos de cinza
Teu rosto escondido
Minhas mãos, lanças
Trovão emergente
Raio dourado
Pombo ferido
Águas mansas
Chuva anunciada
Lágrimas negras
Tua boca fechada
Meu peito, brasão
Tempestade eminente
Luz prateada
Terra alagada
Sem chão
Vento suão
Afago quente
Teus olhos profundos
Meu coração galopante
Sinfonia tangente
Hino de paz
Dois mundos
Reino triunfante
Véu de estrelas
Diamantes suspensos
Teus braços em arco
Meu sorriso glorioso
Tambor presente
Seta que jaz
O trono é barco
Mar imperioso
Lua Nova
Espelho divino
_______
Pedro Arunca
2007/09/27
Amor em tempo de guerra
Vigio o teu busto fronteiriço
Do meu corpo faço trincheira
Toca a trombeta estridente
Eco de grito alvorado
Separa-nos um rio mortiço
e uma velha ponte de madeira
Manto de nuvens escuras
são olhos de cinza
Teu rosto sempre escondido
Ergo minhas mãos como lanças
Ouvimos trovão emergente
Cai um raio dourado
Há um pombo ferido
num regato de águas mansas
Tomba a chuva anunciada
são lágrimas negras
A tua boca mantém-se fechada
No meu peito cravo o brasão
Há uma tempestade eminente
Um brilho de luz prateada
A terra fica alagada
Sem chão
Acorda o vento suão
é afago quente
Teus olhos grandes e profundos
Meu coração parte galopante
Misteriosa sinfonia tangente
Soa a hino de paz
Encontro de dois mundos
Por um reino triunfante
Um véu de estrelas
São diamantes suspensos
Teus braços formam um arco
Ofereço meu sorriso glorioso
Há um tambor presente
Onde a seta jaz
Nosso trono é um barco
Neste mar imperioso
Lua Nova
Espelho divino
_______
Pedro Arunca
2007/09/27
Do meu corpo faço trincheira
Toca a trombeta estridente
Eco de grito alvorado
Separa-nos um rio mortiço
e uma velha ponte de madeira
Manto de nuvens escuras
são olhos de cinza
Teu rosto sempre escondido
Ergo minhas mãos como lanças
Ouvimos trovão emergente
Cai um raio dourado
Há um pombo ferido
num regato de águas mansas
Tomba a chuva anunciada
são lágrimas negras
A tua boca mantém-se fechada
No meu peito cravo o brasão
Há uma tempestade eminente
Um brilho de luz prateada
A terra fica alagada
Sem chão
Acorda o vento suão
é afago quente
Teus olhos grandes e profundos
Meu coração parte galopante
Misteriosa sinfonia tangente
Soa a hino de paz
Encontro de dois mundos
Por um reino triunfante
Um véu de estrelas
São diamantes suspensos
Teus braços formam um arco
Ofereço meu sorriso glorioso
Há um tambor presente
Onde a seta jaz
Nosso trono é um barco
Neste mar imperioso
Lua Nova
Espelho divino
_______
Pedro Arunca
2007/09/27
22/09/2007
Fado para ti
Já conheço todas as ruas
do bairro onde tu moras
Perguntei por ti
Ninguém dá notícias tuas
Vi passar todas as horas
Não sei de ti
Muitas tardes nos cafés
lendo todos os jornais
Pensei em ti
Aprendi a ler as marés
nos muros do cais
Esperei por ti
Falei com muita gente
que se cruzou comigo
Falei de ti
Quem ama, sabe e sente
a dor de um amigo
Chorei por ti
Fui bater à tua janela
Ninguém me respondeu
Chamei por ti
Fiquei de sentinela
Tua porta não mexeu
Gritei por ti
As paixões deixam danos
saudades e dissabores
Rezei por ti
Já passaram muitos anos
Vivi outros amores
Amei por ti
_________
Pedro Arunca
2007/09/22
do bairro onde tu moras
Perguntei por ti
Ninguém dá notícias tuas
Vi passar todas as horas
Não sei de ti
Muitas tardes nos cafés
lendo todos os jornais
Pensei em ti
Aprendi a ler as marés
nos muros do cais
Esperei por ti
Falei com muita gente
que se cruzou comigo
Falei de ti
Quem ama, sabe e sente
a dor de um amigo
Chorei por ti
Fui bater à tua janela
Ninguém me respondeu
Chamei por ti
Fiquei de sentinela
Tua porta não mexeu
Gritei por ti
As paixões deixam danos
saudades e dissabores
Rezei por ti
Já passaram muitos anos
Vivi outros amores
Amei por ti
_________
Pedro Arunca
2007/09/22
16/09/2007
Por detrás das palavras
Verbo presente
Sujeito ausente
Olhar directo
Falar certo
Palavra sentida
Emoção vivida
Discurso fluído
Eco nítido
Destino garantido
Caminho conseguido
Testemunho gravado
Sujeito ausente
Olhar directo
Falar certo
Palavra sentida
Emoção vivida
Discurso fluído
Eco nítido
Destino garantido
Caminho conseguido
Testemunho gravado
Desejo realizado
09/09/2007
Versos da minha horta
Abóbora
A ferrugem vai embora
Alface
Melhora a face
Alho
Não confundo com bugalho
Batata
Memória que desata
Beringela
Meu corpo sem mazela
Beterraba
Meu mundo não desaba
Bróculos
Vejo melhoras sem óculos
Cebola
Meu estômago não rebola
Cenoura
Minha vista melhora
Cogumelos
Há feios e belos
Couve
Coração que se ouve
Ervilhas
Tudo corre às mil maravilhas
Espargo
Fico mais magro
Pepino
Minha pele de menino
__________
Pedro Arunca
2007/09/09
A ferrugem vai embora
Alface
Melhora a face
Alho
Não confundo com bugalho
Batata
Memória que desata
Beringela
Meu corpo sem mazela
Beterraba
Meu mundo não desaba
Bróculos
Vejo melhoras sem óculos
Cebola
Meu estômago não rebola
Cenoura
Minha vista melhora
Cogumelos
Há feios e belos
Couve
Coração que se ouve
Ervilhas
Tudo corre às mil maravilhas
Espargo
Fico mais magro
Pepino
Minha pele de menino
__________
Pedro Arunca
2007/09/09
06/09/2007
05/09/2007
Versos afruditos
Abacate
Animado, nada me abate.
Ameixa
Acaba-se a queixa
Ananás
Mostro do que sou capaz
Banana
Rio toda a semana
Cereja
Porque meu coração deseja
Diospiro
Minha pele não é papiro
Coco
Não corro pouco
Figo
Penso no que digo
Goiaba
Muita coisa me lava
Kiwi
Melhor me senti
Limão
Meu corpo são
Laranja
Tudo cá se arranja
Maçã
Curto uma batida sã
Mamão
Abaixo a inflamação!
Manga
Não é energia da tanga
Marmelo
Vejo corpo mais belo
Melancia
Passo um bom dia
Melão
A vida não é uma prisão
Morango
Danço a valsa e o tango
Nêspera
De que estou à espera?
Pêra
É sempre Primavera
Pêssego
À vida me apego
Uva
Meu corpo enxuga
Como fruta, logo vou à luta…
_____
Pedro Arunca
2007/09/05
31/08/2007
Roazes
29/08/2007
Justificação
Alguns amigos, que passam por aqui, perguntam-me por que tenho escrito pouco nos últimos tempos. Então, para esses e para outros, cá vai a justificação:
Saibam que tenho escrito muito mais do que habitualmente. Acontece que estou, em várias frentes, à volta de 6 poemas, 1 história infantil e ainda num texto sobre "Nós". Dos poemas, 4 destinam-se a um amigo do Porto que canta (e bem!) o fado. Ele vai gravar um CD e pediu-me "2 letras" para "inéditos". Vou apresentar-lhe 4 "letras", para ele seleccionar. Um músico seu amigo fará as respectivas músicas. Darei notícias na altura certa.
Escrever requer inspiração, motivação e outras palavras e palavrões com "ão" no fim.
Por vezes, comparo uma frase ou um poema a uma pedra ou um pedaço de madeira. Para lhe dar forma tenho de esculpir. Dá o seu trabalho...
PS. Obrigado pelos vossos cuidados
Saibam que tenho escrito muito mais do que habitualmente. Acontece que estou, em várias frentes, à volta de 6 poemas, 1 história infantil e ainda num texto sobre "Nós". Dos poemas, 4 destinam-se a um amigo do Porto que canta (e bem!) o fado. Ele vai gravar um CD e pediu-me "2 letras" para "inéditos". Vou apresentar-lhe 4 "letras", para ele seleccionar. Um músico seu amigo fará as respectivas músicas. Darei notícias na altura certa.
Escrever requer inspiração, motivação e outras palavras e palavrões com "ão" no fim.
Por vezes, comparo uma frase ou um poema a uma pedra ou um pedaço de madeira. Para lhe dar forma tenho de esculpir. Dá o seu trabalho...
PS. Obrigado pelos vossos cuidados
Sem nome
Se eu tivesse poderes sobre a Lua
Todas as noites seriam de luar
Parava e esperava na tua rua
Para te poder ver chegar
Abre sempre as tuas janelas
Para eu por elas puder entrar
Tu és das luzes mais belas
Que os meus olhos podem desejar
Não escrevo teu nome nos muros
Porque um dia serão derrubados
Meu coração não é dos mais duros
Mas tem o teu bem gravado
Se em cada rua por onde passas
Houvesse uma câmara a filmar
Todas as horas eram escassas
Para eu te poder admirar
Já não sei qual o teu perfume
Nem as roupas que estás usando
Mas teu cheiro ainda é lume
Recordo-o de vez em quando
Ver-te feliz e sempre a sorrir
É meu desejo e prece divina
Dava tudo para também ouvir
Tua doce voz de menina
Guardo um sonho antigo
Bem no fundo, dentro mim
Um dia farei contigo
uma viagem sem fim
Palavras não faltarão
Para expressar meu sentimento
Gestos e afectos, farão
dele um melhor momento
Todas as noites seriam de luar
Parava e esperava na tua rua
Para te poder ver chegar
Abre sempre as tuas janelas
Para eu por elas puder entrar
Tu és das luzes mais belas
Que os meus olhos podem desejar
Não escrevo teu nome nos muros
Porque um dia serão derrubados
Meu coração não é dos mais duros
Mas tem o teu bem gravado
Se em cada rua por onde passas
Houvesse uma câmara a filmar
Todas as horas eram escassas
Para eu te poder admirar
Já não sei qual o teu perfume
Nem as roupas que estás usando
Mas teu cheiro ainda é lume
Recordo-o de vez em quando
Ver-te feliz e sempre a sorrir
É meu desejo e prece divina
Dava tudo para também ouvir
Tua doce voz de menina
Guardo um sonho antigo
Bem no fundo, dentro mim
Um dia farei contigo
uma viagem sem fim
Palavras não faltarão
Para expressar meu sentimento
Gestos e afectos, farão
dele um melhor momento
17/08/2007
O mar
Céu invertido
De estrelas revestido
Lua dominante
Sina de amante
Elo grandioso
Íman poderoso
A ira e a calma
Espelho da alma
Na cor a emoção:
revolta ou paixão
Água de mil rios
Flores e navios
Palco de guerras
Move terras
Constrói e devasta
Envolve e arrasta
Leva para o fundo:
a gente e o mundo
Universo inspirador
de poesia e amor
Reino maravilhoso
Neptuno misterioso
______
Pedro Arunca
2007/08/17
De estrelas revestido
Lua dominante
Sina de amante
Elo grandioso
Íman poderoso
A ira e a calma
Espelho da alma
Na cor a emoção:
revolta ou paixão
Água de mil rios
Flores e navios
Palco de guerras
Move terras
Constrói e devasta
Envolve e arrasta
Leva para o fundo:
a gente e o mundo
Universo inspirador
de poesia e amor
Reino maravilhoso
Neptuno misterioso
______
Pedro Arunca
2007/08/17
10/08/2007
Entra na onda
Nuvens negras
Proibidas regras
Sirenes loucas
Vozes roucas
Chuva de verão
Esquecida canção
Roupa escassa
Rosto de farsa
Ruas molhadas
Portas fechadas
Óculos escuros
Homens duros
Olhos inundados
Passos apressados
Carteira vazia
Velha fotografia
Água turva
Perigosa curva
Sinal escondido
Corpo vendido
Mares profundos
Separam mundos
Gente perdida
Lutando pela vida
Onda gigante
Multidão falante
Faixa evolvente
Fala quem sente
Proibidas regras
Sirenes loucas
Vozes roucas
Chuva de verão
Esquecida canção
Roupa escassa
Rosto de farsa
Ruas molhadas
Portas fechadas
Óculos escuros
Homens duros
Olhos inundados
Passos apressados
Carteira vazia
Velha fotografia
Água turva
Perigosa curva
Sinal escondido
Corpo vendido
Mares profundos
Separam mundos
Gente perdida
Lutando pela vida
Onda gigante
Multidão falante
Faixa evolvente
Fala quem sente
30/07/2007
A vida são momentos
Não me calo numa cantilena
nem me esvaio num poema
Discorro no grito das palavras
morro no discurso das culatras
Perco o tempo num segundo
Rodo os ponteiros do mundo
Dou corda para além das horas
Vivo no ciclo das velhas noras
Apelo aos homens silenciados
Canto versos nunca declamados
Pego na tinta espessa e escura
Pinto os muros de pedra dura
Meu corpo tomba, indefeso
Minha alma, contra-peso
Meus registos são fragmentos
No caderno dos momentos
__________
Pedro Arunca
2007/07/30
nem me esvaio num poema
Discorro no grito das palavras
morro no discurso das culatras
Perco o tempo num segundo
Rodo os ponteiros do mundo
Dou corda para além das horas
Vivo no ciclo das velhas noras
Apelo aos homens silenciados
Canto versos nunca declamados
Pego na tinta espessa e escura
Pinto os muros de pedra dura
Meu corpo tomba, indefeso
Minha alma, contra-peso
Meus registos são fragmentos
No caderno dos momentos
__________
Pedro Arunca
2007/07/30
26/07/2007
24/07/2007
Central Ternonuclear
Olhos fechadosLábios molhados
Dedos cruzados
Corpos suados
Cabelos, desatados e esguios
Braços, envolventes e macios
Pernas, deltas de dois rios
Pele, dois mapas de arrepios
Mãos sabidas
Línguas atrevidas
Vozes gemidas
Palavras vividas
Átomos de ternura,
gestos liquefeitos
Alta temperatura,
gerada sem preceitos
Partículas infinitas,
núcleo profundo
Central afectoctiva,
prazer do Mundo
_______
Pedro Arunca
2007-07-24
16/07/2007
Balanço Sintético
Partiu contra vontade
Sofreu a dor, calado
Não cumpriu a idade
O destino foi apressado
Deixa boas memórias
Nas contas do Razão
Resultados e histórias
Lucros do Coração
Caminhos cruzados
Simpatia natural
Negócios firmados
Com um bom final
De olhos confiantes
Lia nas entrelinhas
Sempre, ouvia antes
Fazia contas certinhas
Rigor e correcção
Pilares da sua vida
Brio e dedicação
Assinatura reconhecida
Num gesto peculiar
Ponderava e resumia
Mão na barba a alisar
Era o balanço do dia
(A um amigo que me abriu portas, que jamais se fecharão, onde se fizeram negócios e se construiram amizades.)
Sofreu a dor, calado
Não cumpriu a idade
O destino foi apressado
Deixa boas memórias
Nas contas do Razão
Resultados e histórias
Lucros do Coração
Caminhos cruzados
Simpatia natural
Negócios firmados
Com um bom final
De olhos confiantes
Lia nas entrelinhas
Sempre, ouvia antes
Fazia contas certinhas
Rigor e correcção
Pilares da sua vida
Brio e dedicação
Assinatura reconhecida
Num gesto peculiar
Ponderava e resumia
Mão na barba a alisar
Era o balanço do dia
(A um amigo que me abriu portas, que jamais se fecharão, onde se fizeram negócios e se construiram amizades.)
03/07/2007
Amar com sentido
Música 7
Podes crescer dentro de mim
sem nunca te tocar
e sentir tua presença
sem que te veja
Podes ser o vento no jardim
sem nunca te cheirar
e sentir a tua essência
sem que te beije
Podes saber ao mel do jasmim
sem nunca te provar
e sentir a tua anuência
sem que te desleixe
Podes viver sob manto de carmim
sem nunca te olhar
e sentir a tua clemência
sem que te deseje
Podes morrer num cântico sem fim
sem nunca te escutar
e sentir a tua ausência
sem que te solfeje
_______________
Pedro Arunca
2007/07/03
Podes crescer dentro de mimsem nunca te tocar
e sentir tua presença
sem que te veja
Podes ser o vento no jardim
sem nunca te cheirar
e sentir a tua essência
sem que te beije
Podes saber ao mel do jasmim
sem nunca te provar
e sentir a tua anuência
sem que te desleixe
Podes viver sob manto de carmim
sem nunca te olhar
e sentir a tua clemência
sem que te deseje
Podes morrer num cântico sem fim

sem nunca te escutar
e sentir a tua ausência
sem que te solfeje
_______________
Pedro Arunca
2007/07/03
01/07/2007
Maravilhas.......
Obrigado Ana pela nomeação. O teu "O Cantinho da Anokas" bem merece o meu voto. Aprecio o teu jeito de ditar e de deitar as coisas cá para fora.Regulamento destas nomeações:
1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês.
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez,e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail:7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com.
No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
- Os votos no blog O Sentido das Coisas.
No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.
Entrei há pouco tempo na blogosfera no entanto, após horas e horas a digitar, dos muitos blogues que já visitei e percorri estes, por diferentes razões, merecem a minha nomeação:
O Cantinho da Anokas
Red Diaries
again and again for you and me
Encontros luminosos
FUNDAMENTALIDADES
O Elogio Da Loucura
A Kind of Magic II
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