31/05/2007

Dançar

Dançar com um sorriso
Abrir os braços em arco
Ouvir o som do granizo
Balançar o corpo como um barco

Girar, rodar e saltar bem alto
Tocar os astros com os dedos
Nas nuvens, na areia ou no asfalto
Mostrar o rosto sem medos

Com música sempre a tocar
Fazer uma roda de amigos
Tango e valsa para dançar
O mundo livre de perigos
______
Pedro Arunca
2007/05/31

29/05/2007

SETE PEDAÇOS VITAIS

(O Art_of_love foi apanhado na onda e arrastou-me. Gostei do desafio...)
I
O que
tenho de fazer antes de
morrer
1 » viver...porque não sei fazer outra coisa...
2 » dizer: "AMO-TE", a quem amo…porque não?
3 » editar um livro…"deste que vos deixa"
4 » reunir amigos de infância…numa grande brincadeira
5 » tirar carta de marinheiro... zarpar e lançar minhas cinzas
6 » compor uma canção…e ouvi-la na telefonia
7 » dizer tudo o que me vai na alma…que não é pequena
II
Que mais gosto
1 » honestidade…acima de tudo.
2 » ver o lado positivo…das pessoas, das causas e das coisas.
3 » sexo…de olhos abertos; acrobático; falado; sem horas; global
4 » amigos…sem eles é difícil viver
5 » ver sorrir…é contagiante (não matem este vírus)
6 » crianças...o amor no estado puro...
7 » natureza...naturalmente
III
Prazeres fúteis

1 » comprar e ouvir Cd’s… música para os cardápios dos restaurantes já!
2 » comer gelados…às colheradas (huuuummmmmmmm)
3 » comer fora…em qualquer lado com água aos meus pés
4 » um bom vinho….de preferência tinto velho...
5 » Net…porque navegar é preciso
6 » blog’s………Penso, blogo existo»
7 » ler no WC…o saber não ocupa lugar


IV
Que digo frequentemente

1 » "sim"……gostava de o dizer mais vezes aSSiiiiiimmmm
2 » "por favor"…sabe-me bem dizê-lo
3 » "obrigado" …por nada, por isto, por aquilo e por tudo
4 » "como correu o teu dia?"...gosto dela e quero seu bem.
5 » “vou à pesca”… o mar me quer, o mar me tem
6 » o sonho comanda a vida………para que nunca se esqueça
7 » "sim, minha senhora"… quando a lista de recados engorda

V
Que faço bem
1 » pensar que penso…pensando bem, não sei...
2 » ironizar…sobre o que me agrada ou incomoda
3 » cozinhar…porque me desperta os sentidos
4 » lixo…começando, pelo me sai da caixa do correio
5 » directas…na boa….sou filho da madrugada
6 » acreditar que somos todos boa gente…não há maus rapazes e há raparigas booooas
VI
Que não faço ou não sei fazer

1 » dar o dito por não dito…dito e feito
2 » filhos…não por falta de tinta. Faltou o papel.
3 » esquecer os amigos…nunca!
4 » política…não quero vírus ma li gnus (↑II.1)
5 » a barba, todos os dias…é uma (falsa) sensação de liberdade
6 » amar perdidamente…como Florbela Espanca
7 » julgar...não tenho essa capacidade
VII
Que odeio

1 » avareza… rima com riqueza…
2 » hipocrisia…fazer orçamentos de guerra com discursos de paz.
3 » inércia…não faças hoje o que não queres fazer amanhã
4 » xenofobia…juntos, somos o arco-íris
5 » pobreza…humana, de espírito e de valores
6 » má fé…esta não nos salva…
7 » oportunismo…o ladrão faz a ocasião que fará outro ladrão e...


Os 7 magníficos que acorrento neste desafio
1 » Anokas do "Cantinho da Anokas". Gostei. Obrigado.
2 » Tu. Atreve-te.
3 » Você. Não hesite.
4 » V. Ex.ª . Faça o favor.
5 » Eu!???. Sim. Porque não?
6 » Psst...aonde pensa que vai? Não gosta de desafios?
7 » Olá! Isto é consigo.

27/05/2007

voar

um olhar tira-nos as palavras
um sorriso diz mais que a voz
um abraço aquece-nos a alma
um beijo faz-nos levitar

Aprende a voar: olha, sorri, abraça e beija

26/05/2007

As palavras brotam da terra.
O vento as leve ao Homem
que as dita, usa e consome
e, assim, esqueça a guerra.

22/05/2007

20/05/2007

Lui meme

À Ana, do "Cantinho da Anokas", que me presenteou com seu meme: "Na vida recebemos flores e pedras. Quando erguemos um muro á nossa volta, podemos-nos proteger das pedras... mas jamais conseguiremos receber as flores." Grato pelo testemunho, retribuo com amizade:
Aos 17 anos, escrevi: é com as pedras que nos atiram que erguemos nossas ameias.

Apesar de virmos ao mundo sem manual de instruções, somos(auto?) instruídos ao longo da caminhada. Uma das conclusões a que (bem cedo) cheguei é que, em todos os momentos, somos nós que escolhemos o caminho que seguimos. Pudemos não saber como chegámos a determinado ponto, mas temos a oportunidade de, sempre, questionar: fico aqui; sigo em frente; volto para trás; vou por ali; sigo por acolá; faço um desvio ou vou pelo atalho?
Naturalmente que as referências, a bagagem que trazemos, as "fotos" que tiramos e os companheiros que conhecemos, influenciam as nossas decisões. O "não", o "sim" e o "talvez" são luzes do semáforo da nossa existência.

"Não há nada mais humilhante do que não saborearmos os frutos da árvore que não abanámos."
A sorte e a oportunidade andam de mãos dadas. O nosso papel é captarmos a oportunidade para aproveitarmos a sorte que ela nos reserva.

"Não sei para onde vou, sei que não vou por aí"
Na vida, como no trânsito, encontramos placas, avisos e sinais que umas vezes respeitamos, outras nem por isso. Gosto da que diz: "Páre, Escute e Olhe" e daquela que informa: "Passagem de nível sem guarda"
"respeita o próximo"
Fazemos parte de um todo. Os outros são uma parte de nós. Tudo o que fizermos em nós se reflecte.
"Hoje é o amanhã que, ontem, nos preocupava."
Há quem se acomode na Pensão Ideal, porque lá conta com "cama, mesa e roupa lavada". Para outros "ter uma nota no bolso pra cigarros e bilhar" é o Tê Zero que lhes basta.
"É preciso semear para colher"

"Quem semeia ventos, colhe tempestades"

Se muitas vezes engolimos sapos, uma certeza nos assiste: "o que não mata engorda".

"Estamos sempre a aprender"

Com as tais "pedras", podemos: calcetar o nosso caminho, erguer muralhas para que nos protejam, ou devolve-las à origem.

Cada dia que passa é uma página do livro que nos compete escrever

19/05/2007

Esteva

Bela flor da esteva
É rainha no campo
Eleva a sua beleza
com tiara de branco

Branca flor
espero o meu amor

Dá a vida por um dia
Cada um o seu desejo
Pôr no cante a alegria
Sua voz, no Alentejo

Branca flor
espero o meu amor

O vento passa por ela
E leva o seu perfume
Puro mel, alva pétala
Vive sem queixume

Branca flor
espero o meu amor
__________
Pedro Arunca
2007-05-19

15/05/2007

Cartas guardadas

Longe, os dias cor de rosa
Distantes, as flores do jardim
Poemas que já foram prosa
Cartas que guardo para mim

Palavras nunca escutadas
Páginas por desvendar
Lágrimas cristalizadas
Que o tempo fez secar

Cada estrela um segredo
Que a lua lhe contou
Sombras no arvoredo
Que o amor projectou
___________
Pedro Arunca
2007/05/15

06/05/2007

MÃE de A a Z

Mãe é afago, beijo primeiro, carinho, dedicação, embalo no colo,flor delicada, guarda-nocturno, história para dormir, imagem eterna, jogo do esconde-esconde, lágrima escondida, música no coração, natal de todos nós, olhos belos, palavra mágica, quarto arrumado, remédio certo, sopinha quente, ternura no estado puro, uva sem grainha, vigilante atenta, xi-coração, Zero de medo, etc.

05/05/2007

Fobias de A a Z

A TSF passou, a 6/5, uma excelente reportagem sobre fobias. A não perder "Prisioneiros do Medo" (arquivo)
************************************
Fiquei a pensar nos medos que nos afectam e no modo como se reflectem nas nossas atitudes e comportamentos. Seria útil ter um BIF (Bilhete de Identificação de Fobias).
O abecedário está quase todo a(in)fectado. Que saiba, apenas as letras K, Y e W, escapam às fobias. Há fobias para todos os desgostos.

Não sou psiquiatra, mas tento reparar as minhas próprias mazelas. Se necessário, recorro à minha caixa de ferramentas e tapo um buraco, penduro ou mudo um quadro, troco uma lâmpada, dou uma pintura, acabo com o ping-ping da torneira, aperto um parafuso, calafeto uma porta, enfim… pequenos trabalhos de animal auto-doméstico. Quem é que não tem uma chave de parafusos, um martelo e um alicate? É o mínimo!
Não há desculpa para não ter. Vá já, a uma das lojas do chinês da sua rua, e compre um Kit a seu gosto. Faça você mesmo a sua pequena reparação. Os grandes estragos requerem especialistas.

O tempo ensina-nos a reparar males menores. Os grandes, ficam para dias melhores, piores ou para dia de S. Nunca (adoro este Santo, ninguém sabe a sua história mas é o que tem mais devotos).

Finalmente percebi porque, a dado momento, andei com A, B e C. Como? Continuo a falar de fobias!
Das minhas, só falo na presença do meu cão.
Pensem em alguém que conheçam bem (mãe, pai, avós, amigo de infância) e/ou que conheçam mal (V. Ex.ª, colega de trabalho, namorada/o, cônjuge, filhos). Arrisquem associar uma, ou mais, das iniciais dos nomes de cada pessoa às respectivas letras das fobias. Eu já o fiz e até comecei a elaborar o mapa fobínico com todos eles. Escolhi algumas, por aquela ou aqueloutra razão:
Atazagorafobia - medo de ficar esquecido ou ignorado
Biofobia - medo da vida
Cronofobia - medo do tempo
Dipsofobia - medo de beber
Ergofobia - medo do trabalho
Fronemofobia - medo de pensar
Gnosiofobia - medo do conhecimento
Hominofobia - medo de homens
Ideofobia - medo de ideias
Japanofobia - medo de japoneses
Logofobia - medo de palavras
Metrofobia - medo ou ódio de poesia
Neofobia - medo de qualquer coisa nova
Ometafobia ou omato - medo de sonhos
Papirofobia - medo de livros
Quiraptofobia - medo de ser tocado (a)
Ritifobia - medo de ficar enrugado
Sarmassofobia - medo de fazer amor (malaxofobia)
Tafofobia ou tafefobia - medo de ser enterrado vivo
Uranofobia - medo do céu
Verbofobia - medo de palavras
Xenofobia - medo de estrangeiros ou estranhos
Zeusofobia - medo de Deus ou deuses

03/05/2007

Chicago

Recordar agora
Lutas de outrora
Reduzir a jornada
Da ganga cansada
Sangue nas ruas
Verdades cruas
Milhares de razões
Morrer por milhões
Chicago profundo
Mudou o mundo
O fruto no galho
8 horas de trabalho
É preciso honrar
Aquele que tombar
Refletir na causa
Momento de pausa
______
Pedro Arunca
2007/05/03

30/04/2007

Código de barras


Cada dia é uma peça
da máquina do tempo
Caminhar sem pressa
Viver cada momento
Cada ser um produto
com genes certificados
Cada alma um reduto
Códigos não decifrados
Na origem a essência
No destino a mais-valia
Imagem é a referência
Rotulada mercadoria
Na linha de montagem
Etiquetas são amarras
Para evitar a clonagem
Quero código de barras
______________
Pedro Arunca
2007/04/30

28/04/2007

Ter ou não ter eis a razão

Quem pouco tem, a tudo dá valor
Quem algo perdeu, só depois valoriza
Quem muito tem, muito mais quer
Quem tudo tem, a nada lhe sabe
Quem tudo quer, nada alcança
Quem tudo inveja, nada merece
Quem tudo merece, às vezes nos esquece

_________

Pedro Arunca
2007/04/28

26/04/2007

Aqui Terra, chamando...escuto

Hoje vou na prosa. 4 h da manhã e revejo o dia que passou. Vou à cozinha, ligo a torradeira e aqueço o leite. Dei por mim a rir dum poema imaginado, mordido pelas traças. Lá irei. O que fiz ontem: duas sobremesas, almocei rancho, escrevi um poema, liguei a Net e estive lá com alguns amigos. Não sei se o Chelsea ganhou. Estou muito mais preocupado com a descoberta de um novo planeta. E todos devíamos estar. De certeza que amanhã, no horário de trabalho, o tema é o futebol e não o 25 de Abril ou a Gliese 581. Quê? É a estrela do novo planeta que, a 20 anos-luz, passa a ser a menina dos olhos dos astrónomos e doutros "cabeças no ar". Não estarei lá para o confirmar.Fico preocupado com o facto de já pouco ligarem à velha Terra e, agora, como é novidade, apontarem todo os holofotes à Super Terra. Como somos pouco deligentes nas coisas terrenas, é mais fácil fazer as malas e mudar de casa. O último apaga a luz. Se alguem cá ficar que se cuide.

23/04/2007

Amarras


Lanças teu olhar
No horizonte distante
Onde o céu cai no mar
A gaivota que cante
Tua beleza ímpar
Desejo constante
Querer e alcançar
Amor tonificante
Saber saborear
O sal penetrante
Na pele a brilhar
Pó de diamante
A cristalizar
Corpo cintilante
A naufragar
Barco sem tripulante
Para comandar
Porto confiante
Cais para ancorar
Braços de amante
Cordas de amarrar
________________
Pedro Arunca
2007/04/23

15/04/2007

Sementes perdidas

Perdido de mim
Como abelha num jardim
As palavras acabaram
Nossas mãos se amaram
Senti-me a levitar
O coração a saltar
Para fora do peito
Fiquei sem jeito
As pernas fraquejam
Nossas bocas se beijam
A química a funcionar
Corpos liquefeitos
Um campo magnético
Movimento frenético
Êmbolos e máquinas
Os lençóis são páginas
Do livro impossível
Fruto apetecível
Folhas esquecidas
que o tempo enrugou
Flores caídas
que a abelha não beijou
Sementes perdidas
no segredo da terra
Só a chuva revela
às nuvens da serra
a vontade dela

_________
Pedro Arunca
2007/04/15

14/04/2007

A palavra

Reduzir a palavra à essência
Como em qualquer ciência
Nada acontece por acaso
Semente não requer vaso

Reutilizar a palavra esquecida
É poder dar-lhe outra vida
Descobrir nova emoção
Reviver uma recordação

Reciclar a palavra usada
Das bocas muito afastada
Nos livros, feita mono
Encontra sempre dono

A palavra é fundamental
Erudita ou banal
Traduz o gesto e o afecto
Descreve o acto e o facto
Expõe o pensamento
Revela o sentimento

Uma palavra demolidora
É bomba detonadora
Arrasa sem contemplação
Um país ou um coração

A palavra é uma lança
Com ela leva a esperança
Que una povos e terras
Ponha fim às guerras

A palavra AMOR
É um enorme reactor
Que o mundo faz girar
E, em ON deve estar
________________
Pedro Arunca
2007/04/14

05/04/2007

Páscoa

No meu tempo de menino
Ao ouvir o toque do sino

Todas as portas se abriam

Vinha o padre com a cruz
Beijávamos os pés a Jesus

As mesas enriqueciam

Com oferendas e flores
Amêndoas de várias cores

As casas abençoadas

Muito bem ensinadinhos
Visitávamos os padrinhos

As prendas desejadas

Eram mais e novos brinquedos
Pois contavam-se pelos dedos

Naquele tempo de criança

Os que faziam a nossa alegria
Nas brincadeiras de cada dia

Hoje tempo de abastança
_________________
Pedro Arunca
2007/04/05

03/04/2007

Amigos de infância

Hoje lembrei dos tempos de criança.
Recordei muitos amigos de infância.
Com eles brinquei, briguei e estudei.
Amigos de sempre que um dia deixei.

Poucos brinquedos, muito riso e brincadeira.
Improvisar com caricas, latas e madeira.
O peão a rodar na palma da mão.
O prego no chão. O primeiro era campeão.
A bola na rua e no recreio da escola.
A bicicleta, roda vinte e oito, feita num oito.
Os carrinhos de esferas com “aceleras”.
Rolha, chumbo, anzol, 2m de fio e cana do rio.
Os berlindes coloridos, ganhos e perdidos.
Os cromos da bola na caderneta com cola.

Nas férias, os dias eram pequenos.
Na escola, enchiam os cadernos.
Brincar na rua, tinha hora marcada.
Não ouvir chamar e fugir da palmada.

Muitas diabruras, dos livros de aventuras.
Fomos índios e cowboys e fantasmas de lençóis.
À noite os sustos, escondidos nos arbustos.
Tudo nas caminhas, tocavam as campainhas.
Dar aos sapatos. Na frente iam os gatos.

Antes que se apague a lembrança,
Escrevo o que a memória alcança.
Viver e brincar, sempre o fiz e farei.

Os amigos, nunca esquecerei.
_____________
Pedro Arunca
2007/04/03

01/04/2007

Cada dia que passa é uma página do livro que nos compete escrever.

30/03/2007

As cores mudaram

Ausentas-te para onde ninguém te procura.
Deixas um rasto de inquietude, que não te abala.
Ouves o silêncio a abafar os teus medos.
Uma miragem é o teu oásis. Quase real.
Deslumbram-te, nas areias estéreis,
as figuras que o sol desenha ao partir.
Tempestades. Saudades do mar revolto.
As estrelas são as mesmas que deixaste.
Cá, que daí não alcanças,
ficaram os que te amam e desejam,
sem o desfrute que a novidade representa.
Vens do nada com coisa nenhuma.
Explicas o que não sabes e não queres.
Refugias-te em estados de alma que o corpo não consente
Pintas o céu com azul do mar.
As cores, aqui, mudaram.
________________
Pedro Arunca

28/03/2007

Erika

Não queres o Sol, nem lhe pedes nada.
Eternos momentos. Vida inspirada.
Mais luz nos dias. Muito calor no coração
Consomes-te no fogo vivo duma paixão

No mundo que te rodeia e te movimentas.
Dás tudo por tudo. Muito reinventas.
Sentimento e vontade, de te dares inteira
Pensamentos livres. Da arte prisioneira.

Misturas na comida sabores com mil cores.
O caos na tua vida, como com teus amores.
Na tela, fixas teus sublimes desejos:
Pintar paisagem com flores, poemas e beijos

Cada amigo, um quadro. Cada quadro, sua história.
Galeria de rostos, expostos na memória
Sorrisos nos pratos com a música dos talheres.
Os copos bebem as palavras dos homens e mulheres.
____________
Pedro Arunca
2007/03/28

25/03/2007

Mousse de morango

Ingredientes:
Morangos (1/2 Kg)
Leite Condensado (1 lata peq)
Claras (3)
Folhas de Gelatina (3)

Preparos:
-Bater as claras em castelo.
-Retirar os pés aos morangos e triturá-los com a varinha mágica. Se deixar repousar o "batido", pode assm separar a borra formada pelas "grainhas".
-Dissolver as folhas de gelatina num pouco de água morna.
Conclusão:
Na taça de servir, deitar o leite condensado, o batido e as claras. Envolver com a varinha mágica (ac. arames), juntando a gelatina. Levar ao frigorífico.

22/03/2007

Primavera

A Primavera é tela colorida
Quem será seu pintor
Mais alegre nos torna a vida
Muitas cores tem o amor

A Primavera é sinfonia
Quem será seu compositor
Mais feliz nos soa o dia
Muitos pássaros a compor

A Primavera é jardim
Quem será seu jardineiro
Mais perfumes num sem fim
Muitas flores no canteiro

A Primavera é magia
Quem será que a faz
Mais sorrisos e euforia
Muita gente é capaz

A Primavera é notícia
Quem será que a vai dar
Mais brincadeiras, que delícia
Muitas andorinhas a chegar
_______________
Pedro Arunca
2007/03/21

12/03/2007

Nasci de novo

Errei na noite,
seguindo a luz
trémula do horizonte.

Farol de abrigo
chamando o barco,
ao aconchego do cais.

No teu convés
adormeci, cansado.
O teu vestido jaze
como vela arreada.

Nasci de novo,
quando o sol queimou o breu.
No sal da pele,
A esperança consumida.

______________
Pedro Arunca

Noite

Apaga-se o dia farto de sol.
Hoje não nasceste para mim.
Embebo-me nas palavras que a noite dita.
A rádio preenche o silêncio dos sós.
95.7 MHz não distorcem o meu pensamento,
ondas de ternura sobrepostas.
Outras barreiras quebram vontades.
Frequências moduladas.

11/03/2007

MÃE e MULHER

Com letra pequena
escrevo este poema

Germina a semente
que será gente
No útero o ser
O peito a crescer
Outro coração
na palma da mão
Viver por dois
Meses depois
chôro da partida
Alegria dorida
Momento feliz
Cortar a raíz
Conforto do colo
o melhor solo
Sorrisos e afecto
o melhor tecto

Com maior letra que houver
Se escreva MÃE e MULHER

02/03/2007

Vem depressa

Oh fonte dos desejos,
sacia o meu viver.
A dor dos teus beijos,
agora, quero ter.

Oh chama desta dor,
porque ardes sem cessar?
Vem depressa, amor
não a posso suportar.

O calor me consome.
Esqueço o tempo e a fome.
Faminto, o acalento.

Qual o teu rumo?
Barco sem prumo?
Sem destino, não tento.
______________
Pedro Arunca
1980/04/23

27/02/2007

História

Pobres ou ricos, os nossos pais,
num momento fomos iguais:
quando nossa mãe nos deu à luz,
nascemos nus.
Quem venceu guerras,
dividiu terras.
Uns nascem herdando,
outros morrem devendo.
O general vive com gala,
o soldado morre na vala.
Quem tem fornalhas
não come migalhas.
A muitos faltam tostões,
a outros sobram milhões.
Os dias podem ser sete,
mas a História não se repete.
Ontem a terra, hoje o pão.
Amanhã, perdemos a razão.
O futuro, sempre nos pertenceu.
Deus criou a Terra mas não a vendeu.

09/02/2007

Pouca terra...


Pouca gente na estação,
uns chegam outros vão.
Linha oeste, linha norte.
Partir para outra sorte.
A bandeira, já no ar
o homem vai apitar.
Fecham portas sem demoras,
o comboio sai a horas.

Pouca terra, pouca terra…

Sentado à janela,
vê o mundo passar por ela.
No fundo da sacola,
os cadernos da escola.
Geografia na memória
e das aulas de História:
nomes dos rios e das serras,
das batalhas e das guerras.

Pouca terra, pouca terra…

No bolso as economias,
de meses e muitos dias.
Molhos de lenha bem atados,
nas padarias empilhados.
Recados a tostão,
rebuçados, roupas e pão.
No bilhete o destino:
deixar de ser menino.

Pouca terra, pouca terra…

27/01/2007

Olhos nos olhos

Meus olhos nos teus
teus olhos nos meus
Escuta meu coração
palavras com emoção
Soltei minhas amarras
recolhi nossas armas
Evoco bons momentos
revelo meus sentimentos
As lágrimas a rolarem
com frases por acabar
Teu sorriso generoso
tem efeito poderoso
Ternura nos teus dedos
afasta dúvidas e medos
Derrubámos o muro
passámos para o futuro
Meu corpo satélite do teu
Minha alma no teu céu

26/01/2007

Rap

Calo o despertador
Acorda minha dor
Ligo o esquentador
Tomo duche reparador
Corro para o fogão
Margarina no pão
Meia de cada côr
Rotas, eram pior
Olho para a hora
Saio porta fora
Um frio de rachar
Comecei a fumar
Comboio atrasado
Chega apinhado
Levam-me no ar
Consegui entrar
Num empurrão
Tomba a multidão
Gritos e asneiras
Não há maneiras
Evito a confusão
Próxima estação
Passo de corrida
Atravesso a avenida
Tomo a bica a correr
Cheia, a ferver
Oferta do jornal
“O país está mal”
Leio na capa
Alguém escapa?
Subo a calçada
Porta encerrada.
“Descanso do Pessoal”
Piada de Carnaval?
Agora sem trabalho
Sou carta fora do baralho
O que é que eu fiz
Mereço este país?
O mal é geral
Aldeia global
Onde está o dinheiro?
Num grande mealheiro?

25/01/2007

Mar de tubarões


Gelatina Gelly.já (Azul) de frutos do bosque (2 saquetas)
1 lt de água
8 a 10 gomas do tubarão (diversas cores)
Seguir as instruções da caixa da gelatina. Deitar a arrefecer num pirex ou taça de vidro transparente. Quando estiver quase solidificada, um pouco morna, mergulhar os tubarões em diversas direcções. Com um garfo riscar a gelatina, em zig-zag, de modo a criar o efeito de águas agitadas.
Na foto, coloquei um barco miniatura para melhorar o cenário.

24/01/2007

Mousse condensada

Ingredientes:
Chocolate p/ culinária (200g)
Leite condensado (lata peq)
4 ovos
Sal (qb)
Mãos à obra:
Separar as gemas e bater as claras em castelo (c/ umas pedrinhas de sal).
Derreter o chocolate em banho maria.
Numa taça, deitar o leite condensado, o chocolate derretido e as 4 gemas. Misturar bem com a varinha mágica (utilizar o acessório de arames). No fim, envolver as claras batidas e bater tudo com o mesmo acessório.
Provar com o dedo. Vai ao frigorífico para consolidar mais depressa.

23/01/2007

Trocaditos

Páre, escute e olhe antes de dizer um disparate.
Se conduzir, faça-o de olhos bem abertos.
Quem tudo quer, não deixa nada.
Gente fina molha-se menos.
Quem tem unhas, arranha mais.
Quem sai aos céus voa mais alto.
Quem tem boca já vem de Roma.
O último a rir é quem mais goza.
Em terra de cegos, quem tem olho é zarolho.
Quem não tem cão, tem medo.
Quem tem gato, caça o rato.
A esperança morre só.
Cão que ladra não come.
A caravana passa e os cães seguem-na.
Vozes de burro, só no tempo que os animais falavam.
Mais vale um pássaro a voar que dois na mão.
Burro carregado de livros é biblioteca itenerante.
Casa roubada, seguro novo.
De são e de louco todos temos pouco.
Quem compra fiado, paga dobrado.
Quem cala não sente.
Quem ouve aprende.
Quem dos outros fala, de si cala.
Quem inveja não almeja.

22/01/2007

Não há...

"Não há nada mais humilhante do que não termos
saboreado os frutos da árvore que não abanámos"

Hoje...



"Hoje é o amanhã que ontém nos preocupava"

21/01/2007

Arroz de atum

Ingredientes (4p):
Arroz basmati (200g)
Atum de conserva (600g)
Tomates maduros (4)
Coentros (1/2 molho)
Cebola (1)
Alho (2 dentes)
Polpa de tomate (2 ou 3 c.s.)
Azeite (qb)
Vinagre (qb)
Sal (qb)
Manteiga (1/2 colher de sopa)

Preparos:
Pôr o atum a escorrer
Pelar os tomates e triturá-los (utilizo a varinha mágica num recipiente à parte)
Mãos à obra:
Refogado (cebola + alhos). Pronto? Adicionar polpa de tomate e deixar 2 minutos a "tomatar", de seguida juntar o arroz e envolver para "corar" e fritar um pouco.
Deitar a água e deixar cozer o arroz (+- 8 min) a céu aberto. Quando ficar quase sem água, juntar o tomate. Já ferve? Entra o atum meio desfeito. Envolver e apurar de sal. Conferir a cozedura e juntar os coentros, o vinagre e a manteiga. Desligar o fogão, tapar o arroz por 5 a 10 minutos antes de servir.
Bom apetite.

19/01/2007

À beira do Tejo









Freijoada de gambas

Ingredientes (4p):
1 Kg de gambas (60/80)
1 lata de feijão encarnado
1/2 Kg de milho
2 cervejas (33 cl)
2 salsichas
1 cebola
2 dentes de alho
1 ramo de coentros
Azeite q.b.
Polpa de tomate q.b.
Sal q.b.

Preparos:
Descascar parcialmente as gambas (manter a respectiva cabeça)
Tirar a pele às salsichas e picá-las na "1,2,3"

Mãos à obra:
Fazer o refogado (incluir os alhos) e, quando pronto, juntar um pouco da polpa de tomate. Deixar 2 minutos a "tomatar".
Deitar 1 cerveja e o "paté" de salsichas. Mexer bem para envolver.
Entra o milho e o feijão. Já ferve?
Agora vai a outra cerveja com as gambas.
Vigie o "caldo", ponha sal a olho, acrescente polpa de tomate, envolva e veja a côr das gambas. Rosadinhas?
Tudo ao molho: o raminho de coentros para fazer ambiente
5 minutos a apurar. Provar. Está bom de sal?
Bom apetite

17/01/2007

Sem resposta

Alma inquieta
que nos consome e destrói.
Que papel nos calha
representar?
Sabemos quem somos
mas não nos conhecemos.
Com quantas máscaras
nos identificamos?
Nesta funesta vida
rimos sem alegria.
Quem nos defende
no mundo dos justos?
O barulho impera no
nevoeiro cerrado.
Quem mandou disparar
balas e morteiros?
Multidão silenciosa.
Ninguém estende a mão.
Posso falar?
----------------
Pedro Arunca
2007/01/17

15/01/2007

Beijo acidental

Acidental
beijo de ritual

Lábios de mel

Adolescência
queda inocência

Memória cruel

Água na boca
corrente louca

Gira carrossel

Somam os dias
raras alegrias

Sabor a fel

Com a idade
muda a vontade

Outro papel

Novos caminhos
despertam carinhos

Arrepios na pele

Flores e afectos
encontros certos
_______________
Pedro Arunca
2007/01/15

14/01/2007

q.b.

Encontros,
que o destino marcou.
Paralelos,
os caminhos percorridos.
Cúmplices,
na essência das coisas.
Inseparáveis,
na busca dos sentidos.
Esperança,
em cada gesto renovada.
Entrega,
nos momentos únicos.
Simplesmente,
duas pitadas convictas:
sal,
quanto baste;
amor,
nas horas do dia.

Tudo

Houve um tempo de ternura
Palavras contidas num olhar
Afectos impregnados de suor
Sorrisos cheios de alma

Chegavas e via partir o coração
Num abraço forte e longo
Contido por fraqueza
O dia era aquele momento

Encontrasse uma palavra
Suficientemente penetrante
Arremessava-a contra ti
Cravando-a no teu peito

Tudo por tão pouco
Tudo era nada
Pouco era muito
Pouco e tínhamos tudo

Sem olhar

Pode
a terra faltar
o mar encher meus olhos
o sol irradiar
a lua renovar minha alma

Posso
não deixar rasto
nadar sem rumo
olhar sem ver
nascer de novo

Pode
haver flor sem nome e
o seu perfume inebriar

Posso reparar em ti e
esconder o meu olhar

Cais das colunas

Juntas,
duas colunas do cais
espetadas no leito
do rio.
Ver os barcos partir
para longe
pequenos
esfumando-se.

O Tejo
perde-se
dando de beber
ao mar.

Ponte humana
de gente
abatida
em mais um dia,
que se repete,
na cidade.

Regressos e
esperas
de um abraço,
talvez um beijo,
para sobremesa
do dia.

Os poetas

Poemas quem os não tem?
Sonhos e medos, também.
Risos, canções e lágrimas,
fermentam versos e rimas.

Despertar na madrugada,
divagar sobre tudo e nada.
Sentir o coração bater.
As palavras: o sangue a correr.

Num momento, tudo faz sentido.
É o poema com o Universo contido.
Depois, de volta ao momento zero,
é não pertencer a Roma nem a Nero.

No verso, a alquimia.
No poema, a magia.
Rir, cantar ou chorar.
Tudo nos faz mudar.
_______________
Pedro Arunca
2006/12/14

25/12/2006

O Natal em nós

Nas ruas iluminadas anunciamos o Natal.
Aqui e ali, músicas e cânticos da quadra.
Temos sorrisos de ida e volta.
Agora, vamos ser mais generosos.
Ligamo-nos, enfim, ao Mundo

Fazemos mais pelas crianças
Esquecemos os dias difíceis
Lembramos familiares e amigos
Imprimimos desejos e afectos
Zarpamos do mar da indiferença.

B
roas, sonhos e rabanadas
Ornamentos de cor e magia
Acordes e timbres de festa
Sons e ecos de alegria

F
alta-nos sempre alguma coisa
Esperamos e queremos mais
Somos voluntários da paz.
Talvez o Mundo se torne melhor
A partir de hoje e de cada um de nós.
Sejamos capazes de mudar
__________
Pedro Arunca
2006/12/21