Perdido de mim
Como abelha num jardim
As palavras acabaram
Nossas mãos se amaram
Senti-me a levitar
O coração a saltar
Para fora do peito
Fiquei sem jeito
As pernas fraquejam
Nossas bocas se beijam
A química a funcionar
Corpos liquefeitos
Um campo magnético
Movimento frenético
Êmbolos e máquinas
Os lençóis são páginas
Do livro impossível
Fruto apetecível
Folhas esquecidas
que o tempo enrugou
Flores caídas
que a abelha não beijou
Sementes perdidas
no segredo da terra
Só a chuva revela
às nuvens da serra
a vontade dela
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Pedro Arunca
2007/04/15
15/04/2007
14/04/2007
A palavra
Reduzir a palavra à essência
Como em qualquer ciência
Nada acontece por acaso
Semente não requer vaso
Reutilizar a palavra esquecida
É poder dar-lhe outra vida
Descobrir nova emoção
Reviver uma recordação
Reciclar a palavra usada
Das bocas muito afastada
Nos livros, feita mono
Encontra sempre dono
A palavra é fundamental
Erudita ou banal
Traduz o gesto e o afecto
Descreve o acto e o facto
Expõe o pensamento
Revela o sentimento
Uma palavra demolidora
É bomba detonadora
Arrasa sem contemplação
Um país ou um coração
A palavra é uma lança
Com ela leva a esperança
Que una povos e terras
Ponha fim às guerras
A palavra AMOR
É um enorme reactor
Que o mundo faz girar
E, em ON deve estar
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Pedro Arunca
2007/04/14
Como em qualquer ciência
Nada acontece por acaso
Semente não requer vaso
Reutilizar a palavra esquecida
É poder dar-lhe outra vida
Descobrir nova emoção
Reviver uma recordação
Reciclar a palavra usada
Das bocas muito afastada
Nos livros, feita mono
Encontra sempre dono
A palavra é fundamental
Erudita ou banal
Traduz o gesto e o afecto
Descreve o acto e o facto
Expõe o pensamento
Revela o sentimento
Uma palavra demolidora
É bomba detonadora
Arrasa sem contemplação
Um país ou um coração
A palavra é uma lança
Com ela leva a esperança
Que una povos e terras
Ponha fim às guerras
A palavra AMOR
É um enorme reactor
Que o mundo faz girar
E, em ON deve estar
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Pedro Arunca
2007/04/14
05/04/2007
Páscoa
No meu tempo de menino
Ao ouvir o toque do sino
Todas as portas se abriam
Vinha o padre com a cruz
Beijávamos os pés a Jesus
As mesas enriqueciam
Com oferendas e flores
Amêndoas de várias cores
As casas abençoadas
Muito bem ensinadinhos
Visitávamos os padrinhos
As prendas desejadas
Eram mais e novos brinquedos
Pois contavam-se pelos dedos
Naquele tempo de criança
Os que faziam a nossa alegria
Nas brincadeiras de cada dia
Hoje tempo de abastança
_________________
Pedro Arunca
2007/04/05
Ao ouvir o toque do sino
Todas as portas se abriam
Vinha o padre com a cruz
Beijávamos os pés a Jesus
As mesas enriqueciam
Com oferendas e flores
Amêndoas de várias cores
As casas abençoadas
Muito bem ensinadinhos
Visitávamos os padrinhos
As prendas desejadas
Eram mais e novos brinquedos
Pois contavam-se pelos dedos
Naquele tempo de criança
Os que faziam a nossa alegria
Nas brincadeiras de cada dia
Hoje tempo de abastança
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Pedro Arunca
2007/04/05
03/04/2007
Amigos de infância
Hoje lembrei dos tempos de criança.Recordei muitos amigos de infância.
Com eles brinquei, briguei e estudei.
Amigos de sempre que um dia deixei.
Poucos brinquedos, muito riso e brincadeira.
Improvisar com caricas, latas e madeira.
O peão a rodar na palma da mão.
O prego no chão. O primeiro era campeão.
A bola na rua e no recreio da escola.
A bicicleta, roda vinte e oito, feita num oito.
Os carrinhos de esferas com “aceleras”.
Rolha, chumbo, anzol, 2m de fio e cana do rio.
Os berlindes coloridos, ganhos e perdidos.
Os cromos da bola na caderneta com cola.
Nas férias, os dias eram pequenos.
Na escola, enchiam os cadernos.
Brincar na rua, tinha hora marcada.
Não ouvir chamar e fugir da palmada.
Muitas diabruras, dos livros de aventuras.
Fomos índios e cowboys e fantasmas de lençóis.
À noite os sustos, escondidos nos arbustos.
Tudo nas caminhas, tocavam as campainhas.
Dar aos sapatos. Na frente iam os gatos.
Antes que se apague a lembrança,
Escrevo o que a memória alcança.
Viver e brincar, sempre o fiz e farei.
Os amigos, nunca esquecerei.
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Pedro Arunca
2007/04/03
30/03/2007
As cores mudaram
Ausentas-te para onde ninguém te procura.
Deixas um rasto de inquietude, que não te abala.
Ouves o silêncio a abafar os teus medos.
Uma miragem é o teu oásis. Quase real.
Deslumbram-te, nas areias estéreis,
as figuras que o sol desenha ao partir.
Tempestades. Saudades do mar revolto.
As estrelas são as mesmas que deixaste.
Cá, que daí não alcanças,
ficaram os que te amam e desejam,
sem o desfrute que a novidade representa.
Vens do nada com coisa nenhuma.
Explicas o que não sabes e não queres.
Refugias-te em estados de alma que o corpo não consente
Pintas o céu com azul do mar.
As cores, aqui, mudaram.
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Pedro Arunca
Deixas um rasto de inquietude, que não te abala.
Ouves o silêncio a abafar os teus medos.
Uma miragem é o teu oásis. Quase real.
Deslumbram-te, nas areias estéreis,
as figuras que o sol desenha ao partir.
Tempestades. Saudades do mar revolto.
As estrelas são as mesmas que deixaste.
Cá, que daí não alcanças,
ficaram os que te amam e desejam,
sem o desfrute que a novidade representa.
Vens do nada com coisa nenhuma.
Explicas o que não sabes e não queres.
Refugias-te em estados de alma que o corpo não consente
Pintas o céu com azul do mar.
As cores, aqui, mudaram.
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Pedro Arunca
28/03/2007
Erika
Não queres o Sol, nem lhe pedes nada.Eternos momentos. Vida inspirada.
Mais luz nos dias. Muito calor no coração
Consomes-te no fogo vivo duma paixão
No mundo que te rodeia e te movimentas.
Dás tudo por tudo. Muito reinventas.
Sentimento e vontade, de te dares inteira
Pensamentos livres. Da arte prisioneira.
Misturas na comida sabores com mil cores.
O caos na tua vida, como com teus amores.
Na tela, fixas teus sublimes desejos:
Pintar paisagem com flores, poemas e beijos
Cada amigo, um quadro. Cada quadro, sua história.
Galeria de rostos, expostos na memória
Sorrisos nos pratos com a música dos talheres.
Os copos bebem as palavras dos homens e mulheres.
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Pedro Arunca
2007/03/28
25/03/2007
Mousse de morango
Ingredientes:Morangos (1/2 Kg)
Leite Condensado (1 lata peq)
Claras (3)
Folhas de Gelatina (3)
Preparos:
-Bater as claras em castelo.
-Retirar os pés aos morangos e triturá-los com a varinha mágica. Se deixar repousar o "batido", pode assm separar a borra formada pelas "grainhas".
-Dissolver as folhas de gelatina num pouco de água morna.
Conclusão:
Na taça de servir, deitar o leite condensado, o batido e as claras. Envolver com a varinha mágica (ac. arames), juntando a gelatina. Levar ao frigorífico.
22/03/2007
Primavera
A Primavera é tela coloridaQuem será seu pintor
Mais alegre nos torna a vida
Muitas cores tem o amor
A Primavera é sinfonia
Quem será seu compositor
Mais feliz nos soa o dia
Muitos pássaros a compor
A Primavera é jardim
Quem será seu jardineiro
Mais perfumes num sem fim
Muitas flores no canteiro
A Primavera é magia
Quem será que a faz
Mais sorrisos e euforia
Muita gente é capaz
A Primavera é notícia
Quem será que a vai dar
Mais brincadeiras, que delícia
Muitas andorinhas a chegar
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Pedro Arunca
2007/03/21
12/03/2007
Nasci de novo
Errei na noite,
seguindo a luz
trémula do horizonte.
Farol de abrigo
chamando o barco,
ao aconchego do cais.
No teu convés
adormeci, cansado.
O teu vestido jaze
como vela arreada.
Nasci de novo,
quando o sol queimou o breu.
No sal da pele,
A esperança consumida.
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Pedro Arunca
seguindo a luz
trémula do horizonte.
Farol de abrigo
chamando o barco,
ao aconchego do cais.
No teu convés
adormeci, cansado.
O teu vestido jaze
como vela arreada.
Nasci de novo,
quando o sol queimou o breu.
No sal da pele,
A esperança consumida.
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Pedro Arunca
Noite
Apaga-se o dia farto de sol.
Hoje não nasceste para mim.
Embebo-me nas palavras que a noite dita.
A rádio preenche o silêncio dos sós.
95.7 MHz não distorcem o meu pensamento,
ondas de ternura sobrepostas.
Outras barreiras quebram vontades.
Frequências moduladas.
Hoje não nasceste para mim.
Embebo-me nas palavras que a noite dita.
A rádio preenche o silêncio dos sós.
95.7 MHz não distorcem o meu pensamento,
ondas de ternura sobrepostas.
Outras barreiras quebram vontades.
Frequências moduladas.
11/03/2007
MÃE e MULHER
Com letra pequena
escrevo este poema
Germina a semente
que será gente
No útero o ser
O peito a crescer
Outro coração
na palma da mão
Viver por dois
Meses depois
chôro da partida
Alegria dorida
Momento feliz
Cortar a raíz
Conforto do colo
o melhor solo
Sorrisos e afecto
o melhor tecto
Com maior letra que houver
Se escreva MÃE e MULHER
escrevo este poema
Germina a semente
que será gente
No útero o ser
O peito a crescer
Outro coração
na palma da mão
Viver por dois
Meses depois
chôro da partida
Alegria dorida
Momento feliz
Cortar a raíz
Conforto do colo
o melhor solo
Sorrisos e afecto
o melhor tecto
Com maior letra que houver
Se escreva MÃE e MULHER
02/03/2007
Vem depressa
Oh fonte dos desejos,
sacia o meu viver.
A dor dos teus beijos,
agora, quero ter.
Oh chama desta dor,
porque ardes sem cessar?
Vem depressa, amor
não a posso suportar.
O calor me consome.
Esqueço o tempo e a fome.
Faminto, o acalento.
Qual o teu rumo?
Barco sem prumo?
Sem destino, não tento.
______________
Pedro Arunca
1980/04/23
sacia o meu viver.
A dor dos teus beijos,
agora, quero ter.
Oh chama desta dor,
porque ardes sem cessar?
Vem depressa, amor
não a posso suportar.
O calor me consome.
Esqueço o tempo e a fome.
Faminto, o acalento.
Qual o teu rumo?
Barco sem prumo?
Sem destino, não tento.
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Pedro Arunca
1980/04/23
27/02/2007
História
Pobres ou ricos, os nossos pais,num momento fomos iguais:
quando nossa mãe nos deu à luz,
nascemos nus.
Quem venceu guerras,
dividiu terras.
Uns nascem herdando,
outros morrem devendo.
O general vive com gala,
o soldado morre na vala.
Quem tem fornalhas
não come migalhas.
A muitos faltam tostões,
a outros sobram milhões.
Os dias podem ser sete,
mas a História não se repete.
Ontem a terra, hoje o pão.
Amanhã, perdemos a razão.
O futuro, sempre nos pertenceu.
Deus criou a Terra mas não a vendeu.
09/02/2007
Pouca terra...

Pouca gente na estação,
uns chegam outros vão.
Linha oeste, linha norte.
Partir para outra sorte.
A bandeira, já no ar
o homem vai apitar.
Fecham portas sem demoras,
o comboio sai a horas.
Pouca terra, pouca terra…
Sentado à janela,
vê o mundo passar por ela.
No fundo da sacola,
os cadernos da escola.
Geografia na memória
e das aulas de História:
nomes dos rios e das serras,
das batalhas e das guerras.
Pouca terra, pouca terra…
No bolso as economias,
de meses e muitos dias.
Molhos de lenha bem atados,
nas padarias empilhados.
Recados a tostão,
rebuçados, roupas e pão.
No bilhete o destino:
deixar de ser menino.
Pouca terra, pouca terra…
27/01/2007
Olhos nos olhos
Meus olhos nos teus
teus olhos nos meus
Escuta meu coração
palavras com emoção
Soltei minhas amarras
recolhi nossas armas
Evoco bons momentos
revelo meus sentimentos
As lágrimas a rolarem
com frases por acabar
Teu sorriso generoso
tem efeito poderoso
Ternura nos teus dedos
afasta dúvidas e medos
Derrubámos o muro
passámos para o futuro
Meu corpo satélite do teu
Minha alma no teu céu
teus olhos nos meus
Escuta meu coração
palavras com emoção
Soltei minhas amarras
recolhi nossas armas
Evoco bons momentos
revelo meus sentimentos
As lágrimas a rolarem
com frases por acabar
Teu sorriso generoso
tem efeito poderoso
Ternura nos teus dedos
afasta dúvidas e medos
Derrubámos o muro
passámos para o futuro
Meu corpo satélite do teu
Minha alma no teu céu
26/01/2007
Rap
Calo o despertadorAcorda minha dor
Ligo o esquentador
Tomo duche reparador
Corro para o fogão
Margarina no pão
Meia de cada côr
Rotas, eram pior
Olho para a hora
Saio porta fora
Um frio de rachar
Comecei a fumar
Comboio atrasado
Chega apinhado
Levam-me no ar
Consegui entrar
Num empurrão
Tomba a multidão
Gritos e asneiras
Não há maneiras
Evito a confusão
Próxima estação
Passo de corrida
Atravesso a avenida
Tomo a bica a correr
Cheia, a ferver
Oferta do jornal
“O país está mal”
Leio na capa
Alguém escapa?
Subo a calçada
Porta encerrada.
“Descanso do Pessoal”
Piada de Carnaval?
Agora sem trabalho
Sou carta fora do baralho
O que é que eu fiz
Mereço este país?
O mal é geral
Aldeia global
Onde está o dinheiro?
Num grande mealheiro?
25/01/2007
Mar de tubarões

Gelatina Gelly.já (Azul) de frutos do bosque (2 saquetas)
1 lt de água
8 a 10 gomas do tubarão (diversas cores)
Seguir as instruções da caixa da gelatina. Deitar a arrefecer num pirex ou taça de vidro transparente. Quando estiver quase solidificada, um pouco morna, mergulhar os tubarões em diversas direcções. Com um garfo riscar a gelatina, em zig-zag, de modo a criar o efeito de águas agitadas.
Na foto, coloquei um barco miniatura para melhorar o cenário.
1 lt de água
8 a 10 gomas do tubarão (diversas cores)
Seguir as instruções da caixa da gelatina. Deitar a arrefecer num pirex ou taça de vidro transparente. Quando estiver quase solidificada, um pouco morna, mergulhar os tubarões em diversas direcções. Com um garfo riscar a gelatina, em zig-zag, de modo a criar o efeito de águas agitadas.
Na foto, coloquei um barco miniatura para melhorar o cenário.
24/01/2007
Mousse condensada
Ingredientes:Chocolate p/ culinária (200g)
Leite condensado (lata peq)
4 ovos
Sal (qb)
Mãos à obra:
Separar as gemas e bater as claras em castelo (c/ umas pedrinhas de sal).
Derreter o chocolate em banho maria.
Numa taça, deitar o leite condensado, o chocolate derretido e as 4 gemas. Misturar bem com a varinha mágica (utilizar o acessório de arames). No fim, envolver as claras batidas e bater tudo com o mesmo acessório.
Provar com o dedo. Vai ao frigorífico para consolidar mais depressa.
23/01/2007
Trocaditos
Páre, escute e olhe antes de dizer um disparate.Se conduzir, faça-o de olhos bem abertos.
Quem tudo quer, não deixa nada.
Gente fina molha-se menos.
Quem tem unhas, arranha mais.
Quem sai aos céus voa mais alto.
Quem tem boca já vem de Roma.
O último a rir é quem mais goza.
Em terra de cegos, quem tem olho é zarolho.
Quem não tem cão, tem medo.
Quem tem gato, caça o rato.
A esperança morre só.
Cão que ladra não come.
A caravana passa e os cães seguem-na.
Vozes de burro, só no tempo que os animais falavam.
Mais vale um pássaro a voar que dois na mão.
Burro carregado de livros é biblioteca itenerante.
Casa roubada, seguro novo.
De são e de louco todos temos pouco.
Quem compra fiado, paga dobrado.
Quem cala não sente.
Quem ouve aprende.
Quem dos outros fala, de si cala.
Quem inveja não almeja.
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