Oh fonte dos desejos,
sacia o meu viver.
A dor dos teus beijos,
agora, quero ter.
Oh chama desta dor,
porque ardes sem cessar?
Vem depressa, amor
não a posso suportar.
O calor me consome.
Esqueço o tempo e a fome.
Faminto, o acalento.
Qual o teu rumo?
Barco sem prumo?
Sem destino, não tento.
______________
Pedro Arunca
1980/04/23
02/03/2007
27/02/2007
História
Pobres ou ricos, os nossos pais,num momento fomos iguais:
quando nossa mãe nos deu à luz,
nascemos nus.
Quem venceu guerras,
dividiu terras.
Uns nascem herdando,
outros morrem devendo.
O general vive com gala,
o soldado morre na vala.
Quem tem fornalhas
não come migalhas.
A muitos faltam tostões,
a outros sobram milhões.
Os dias podem ser sete,
mas a História não se repete.
Ontem a terra, hoje o pão.
Amanhã, perdemos a razão.
O futuro, sempre nos pertenceu.
Deus criou a Terra mas não a vendeu.
09/02/2007
Pouca terra...

Pouca gente na estação,
uns chegam outros vão.
Linha oeste, linha norte.
Partir para outra sorte.
A bandeira, já no ar
o homem vai apitar.
Fecham portas sem demoras,
o comboio sai a horas.
Pouca terra, pouca terra…
Sentado à janela,
vê o mundo passar por ela.
No fundo da sacola,
os cadernos da escola.
Geografia na memória
e das aulas de História:
nomes dos rios e das serras,
das batalhas e das guerras.
Pouca terra, pouca terra…
No bolso as economias,
de meses e muitos dias.
Molhos de lenha bem atados,
nas padarias empilhados.
Recados a tostão,
rebuçados, roupas e pão.
No bilhete o destino:
deixar de ser menino.
Pouca terra, pouca terra…
27/01/2007
Olhos nos olhos
Meus olhos nos teus
teus olhos nos meus
Escuta meu coração
palavras com emoção
Soltei minhas amarras
recolhi nossas armas
Evoco bons momentos
revelo meus sentimentos
As lágrimas a rolarem
com frases por acabar
Teu sorriso generoso
tem efeito poderoso
Ternura nos teus dedos
afasta dúvidas e medos
Derrubámos o muro
passámos para o futuro
Meu corpo satélite do teu
Minha alma no teu céu
teus olhos nos meus
Escuta meu coração
palavras com emoção
Soltei minhas amarras
recolhi nossas armas
Evoco bons momentos
revelo meus sentimentos
As lágrimas a rolarem
com frases por acabar
Teu sorriso generoso
tem efeito poderoso
Ternura nos teus dedos
afasta dúvidas e medos
Derrubámos o muro
passámos para o futuro
Meu corpo satélite do teu
Minha alma no teu céu
26/01/2007
Rap
Calo o despertadorAcorda minha dor
Ligo o esquentador
Tomo duche reparador
Corro para o fogão
Margarina no pão
Meia de cada côr
Rotas, eram pior
Olho para a hora
Saio porta fora
Um frio de rachar
Comecei a fumar
Comboio atrasado
Chega apinhado
Levam-me no ar
Consegui entrar
Num empurrão
Tomba a multidão
Gritos e asneiras
Não há maneiras
Evito a confusão
Próxima estação
Passo de corrida
Atravesso a avenida
Tomo a bica a correr
Cheia, a ferver
Oferta do jornal
“O país está mal”
Leio na capa
Alguém escapa?
Subo a calçada
Porta encerrada.
“Descanso do Pessoal”
Piada de Carnaval?
Agora sem trabalho
Sou carta fora do baralho
O que é que eu fiz
Mereço este país?
O mal é geral
Aldeia global
Onde está o dinheiro?
Num grande mealheiro?
25/01/2007
Mar de tubarões

Gelatina Gelly.já (Azul) de frutos do bosque (2 saquetas)
1 lt de água
8 a 10 gomas do tubarão (diversas cores)
Seguir as instruções da caixa da gelatina. Deitar a arrefecer num pirex ou taça de vidro transparente. Quando estiver quase solidificada, um pouco morna, mergulhar os tubarões em diversas direcções. Com um garfo riscar a gelatina, em zig-zag, de modo a criar o efeito de águas agitadas.
Na foto, coloquei um barco miniatura para melhorar o cenário.
1 lt de água
8 a 10 gomas do tubarão (diversas cores)
Seguir as instruções da caixa da gelatina. Deitar a arrefecer num pirex ou taça de vidro transparente. Quando estiver quase solidificada, um pouco morna, mergulhar os tubarões em diversas direcções. Com um garfo riscar a gelatina, em zig-zag, de modo a criar o efeito de águas agitadas.
Na foto, coloquei um barco miniatura para melhorar o cenário.
24/01/2007
Mousse condensada
Ingredientes:Chocolate p/ culinária (200g)
Leite condensado (lata peq)
4 ovos
Sal (qb)
Mãos à obra:
Separar as gemas e bater as claras em castelo (c/ umas pedrinhas de sal).
Derreter o chocolate em banho maria.
Numa taça, deitar o leite condensado, o chocolate derretido e as 4 gemas. Misturar bem com a varinha mágica (utilizar o acessório de arames). No fim, envolver as claras batidas e bater tudo com o mesmo acessório.
Provar com o dedo. Vai ao frigorífico para consolidar mais depressa.
23/01/2007
Trocaditos
Páre, escute e olhe antes de dizer um disparate.Se conduzir, faça-o de olhos bem abertos.
Quem tudo quer, não deixa nada.
Gente fina molha-se menos.
Quem tem unhas, arranha mais.
Quem sai aos céus voa mais alto.
Quem tem boca já vem de Roma.
O último a rir é quem mais goza.
Em terra de cegos, quem tem olho é zarolho.
Quem não tem cão, tem medo.
Quem tem gato, caça o rato.
A esperança morre só.
Cão que ladra não come.
A caravana passa e os cães seguem-na.
Vozes de burro, só no tempo que os animais falavam.
Mais vale um pássaro a voar que dois na mão.
Burro carregado de livros é biblioteca itenerante.
Casa roubada, seguro novo.
De são e de louco todos temos pouco.
Quem compra fiado, paga dobrado.
Quem cala não sente.
Quem ouve aprende.
Quem dos outros fala, de si cala.
Quem inveja não almeja.
22/01/2007
21/01/2007
Arroz de atum
Ingredientes (4p):Arroz basmati (200g)
Atum de conserva (600g)
Tomates maduros (4)
Tomates maduros (4)
Coentros (1/2 molho)
Cebola (1)
Alho (2 dentes)
Polpa de tomate (2 ou 3 c.s.)
Azeite (qb)
Vinagre (qb)
Sal (qb)
Manteiga (1/2 colher de sopa)
Preparos:
Pôr o atum a escorrer
Pelar os tomates e triturá-los (utilizo a varinha mágica num recipiente à parte)
Mãos à obra:
Refogado (cebola + alhos). Pronto? Adicionar polpa de tomate e deixar 2 minutos a "tomatar", de seguida juntar o arroz e envolver para "corar" e fritar um pouco.
Deitar a água e deixar cozer o arroz (+- 8 min) a céu aberto. Quando ficar quase sem água, juntar o tomate. Já ferve? Entra o atum meio desfeito. Envolver e apurar de sal. Conferir a cozedura e juntar os coentros, o vinagre e a manteiga. Desligar o fogão, tapar o arroz por 5 a 10 minutos antes de servir.
Bom apetite.
Alho (2 dentes)
Polpa de tomate (2 ou 3 c.s.)
Azeite (qb)
Vinagre (qb)
Sal (qb)
Manteiga (1/2 colher de sopa)
Preparos:
Pôr o atum a escorrer
Pelar os tomates e triturá-los (utilizo a varinha mágica num recipiente à parte)
Mãos à obra:
Refogado (cebola + alhos). Pronto? Adicionar polpa de tomate e deixar 2 minutos a "tomatar", de seguida juntar o arroz e envolver para "corar" e fritar um pouco.
Deitar a água e deixar cozer o arroz (+- 8 min) a céu aberto. Quando ficar quase sem água, juntar o tomate. Já ferve? Entra o atum meio desfeito. Envolver e apurar de sal. Conferir a cozedura e juntar os coentros, o vinagre e a manteiga. Desligar o fogão, tapar o arroz por 5 a 10 minutos antes de servir.
Bom apetite.
19/01/2007
Freijoada de gambas
Ingredientes (4p):1 Kg de gambas (60/80)
1 lata de feijão encarnado
1/2 Kg de milho
2 cervejas (33 cl)
2 salsichas
1 cebola
2 dentes de alho
1 ramo de coentros
Azeite q.b.
Polpa de tomate q.b.
Sal q.b.
Preparos:
Descascar parcialmente as gambas (manter a respectiva cabeça)
Tirar a pele às salsichas e picá-las na "1,2,3"
Mãos à obra:
Fazer o refogado (incluir os alhos) e, quando pronto, juntar um pouco da polpa de tomate. Deixar 2 minutos a "tomatar".
Deitar 1 cerveja e o "paté" de salsichas. Mexer bem para envolver.
Entra o milho e o feijão. Já ferve?
Agora vai a outra cerveja com as gambas.
Vigie o "caldo", ponha sal a olho, acrescente polpa de tomate, envolva e veja a côr das gambas. Rosadinhas?
Tudo ao molho: o raminho de coentros para fazer ambiente
5 minutos a apurar. Provar. Está bom de sal?
Bom apetite
17/01/2007
Sem resposta
Alma inquieta
que nos consome e destrói.
Que papel nos calha
representar?
Sabemos quem somos
mas não nos conhecemos.
Com quantas máscaras
nos identificamos?
Nesta funesta vida
rimos sem alegria.
Quem nos defende
no mundo dos justos?
O barulho impera no
nevoeiro cerrado.
Quem mandou disparar
balas e morteiros?
Multidão silenciosa.
Ninguém estende a mão.
Posso falar?
----------------
Pedro Arunca
2007/01/17
que nos consome e destrói.
Que papel nos calha
representar?
Sabemos quem somos
mas não nos conhecemos.
Com quantas máscaras
nos identificamos?
Nesta funesta vida
rimos sem alegria.
Quem nos defende
no mundo dos justos?
O barulho impera no
nevoeiro cerrado.
Quem mandou disparar
balas e morteiros?
Multidão silenciosa.
Ninguém estende a mão.
Posso falar?
----------------
Pedro Arunca
2007/01/17
15/01/2007
Beijo acidental
Acidental
beijo de ritual
Lábios de mel
Adolescência
queda inocência
Memória cruel
Água na boca
corrente louca
Gira carrossel
Somam os dias
raras alegrias
Sabor a fel
Com a idade
muda a vontade
Outro papel
Novos caminhos
despertam carinhos
Arrepios na pele
Flores e afectos
encontros certos
_______________
Pedro Arunca
2007/01/15
beijo de ritual
Lábios de mel
Adolescência
queda inocência
Memória cruel
Água na boca
corrente louca
Gira carrossel
Somam os dias
raras alegrias
Sabor a fel
Com a idade
muda a vontade
Outro papel
Novos caminhos
despertam carinhos
Arrepios na pele
Flores e afectos
encontros certos
_______________
Pedro Arunca
2007/01/15
14/01/2007
q.b.
Encontros,
que o destino marcou.
Paralelos,
os caminhos percorridos.
Cúmplices,
na essência das coisas.
Inseparáveis,
na busca dos sentidos.
Esperança,
em cada gesto renovada.
Entrega,
nos momentos únicos.
Simplesmente,
duas pitadas convictas:
sal,
quanto baste;
amor,
nas horas do dia.
que o destino marcou.
Paralelos,
os caminhos percorridos.
Cúmplices,
na essência das coisas.
Inseparáveis,
na busca dos sentidos.
Esperança,
em cada gesto renovada.
Entrega,
nos momentos únicos.
Simplesmente,
duas pitadas convictas:
sal,
quanto baste;
amor,
nas horas do dia.
Tudo
Houve um tempo de ternura
Palavras contidas num olhar
Afectos impregnados de suor
Sorrisos cheios de alma
Chegavas e via partir o coração
Num abraço forte e longo
Contido por fraqueza
O dia era aquele momento
Encontrasse uma palavra
Suficientemente penetrante
Arremessava-a contra ti
Cravando-a no teu peito
Tudo por tão pouco
Tudo era nada
Pouco era muito
Pouco e tínhamos tudo
Palavras contidas num olhar
Afectos impregnados de suor
Sorrisos cheios de alma
Chegavas e via partir o coração
Num abraço forte e longo
Contido por fraqueza
O dia era aquele momento
Encontrasse uma palavra
Suficientemente penetrante
Arremessava-a contra ti
Cravando-a no teu peito
Tudo por tão pouco
Tudo era nada
Pouco era muito
Pouco e tínhamos tudo
Sem olhar
Pode
a terra faltar
o mar encher meus olhos
o sol irradiar
a lua renovar minha alma
Posso
não deixar rasto
nadar sem rumo
olhar sem ver
nascer de novo
Pode
haver flor sem nome e
o seu perfume inebriar
Posso reparar em ti e
esconder o meu olhar
a terra faltar
o mar encher meus olhos
o sol irradiar
a lua renovar minha alma
Posso
não deixar rasto
nadar sem rumo
olhar sem ver
nascer de novo
Pode
haver flor sem nome e
o seu perfume inebriar
Posso reparar em ti e
esconder o meu olhar
Cais das colunas
Juntas,
duas colunas do cais
espetadas no leito
do rio.
Ver os barcos partir
para longe
pequenos
esfumando-se.
O Tejo
perde-se
dando de beber
ao mar.
Ponte humana
de gente
abatida
em mais um dia,
que se repete,
na cidade.
Regressos e
esperas
de um abraço,
talvez um beijo,
para sobremesa
do dia.
duas colunas do cais
espetadas no leito
do rio.
Ver os barcos partir
para longe
pequenos
esfumando-se.
O Tejo
perde-se
dando de beber
ao mar.
Ponte humana
de gente
abatida
em mais um dia,
que se repete,
na cidade.
Regressos e
esperas
de um abraço,
talvez um beijo,
para sobremesa
do dia.
Os poetas
Poemas quem os não tem?
Sonhos e medos, também.
Risos, canções e lágrimas,
fermentam versos e rimas.
Despertar na madrugada,
divagar sobre tudo e nada.
Sentir o coração bater.
As palavras: o sangue a correr.
Num momento, tudo faz sentido.
É o poema com o Universo contido.
Depois, de volta ao momento zero,
é não pertencer a Roma nem a Nero.
No verso, a alquimia.
No poema, a magia.
Rir, cantar ou chorar.
Tudo nos faz mudar.
_______________
Pedro Arunca
2006/12/14
Sonhos e medos, também.
Risos, canções e lágrimas,
fermentam versos e rimas.
Despertar na madrugada,
divagar sobre tudo e nada.
Sentir o coração bater.
As palavras: o sangue a correr.
Num momento, tudo faz sentido.
É o poema com o Universo contido.
Depois, de volta ao momento zero,
é não pertencer a Roma nem a Nero.
No verso, a alquimia.
No poema, a magia.
Rir, cantar ou chorar.
Tudo nos faz mudar.
_______________
Pedro Arunca
2006/12/14
Subscrever:
Mensagens (Atom)
"Não há nada mais humilhante do que não termos





